A Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prendeu ontem os dois acusados de matar o sapateiro Leandro Braz Domingos, 19, na última sexta-feira. Trata-se de dois menores, de 17 e 15 anos. À polícia confessaram, com riqueza de detalhes e total frieza, como cometeram o crime e arrastaram o corpo por quase um quilômetro até abandoná-lo em uma vala. Como motivo, alegaram ter sido agredidos e ameaçados pela vítima nos últimos dias. O corpo de Leandro foi encontrado na terça-feira, com cinco facadas, sinais de espancamento e parcialmente queimado. Um dos adolescentes chegou a participar do velório e consolar o irmão do sapateiro (leia mais no apoio).
A polícia agiu rápido. Menos de 24 horas depois do corpo de Leandro ter sido encontrado, numa mata no Jardim Palmeiras, os acusados estavam identificados e detidos. Os investigadores foram a locais freqüentados pela vítima e descobriram que Leandro havia sido visto na última sexta-feira, em uma lan house, com o adolescente de 15 anos. “Fomos à casa dele e começamos a interrogá-lo. Ele confessou ter matado o Leandro e apontou o local do crime. Ele não agiu sozinho e indicou seu comparsa. No início da tarde localizamos o outro menor”, disse o investigador Paulo Rodrigues.
O garoto de 15 anos mora perto da casa da vítima. Segundo seu depoimento à polícia, ele teria sido agredido, dias atrás, por Leandro e decidiu se vingar. Teria chamado o sapateiro para fumar maconha na mata com o objetivo de matá-lo. O segundo adolescente, morador no Jardim Santa Maria, ajudou a planejar e executar o crime por também ter se desentendido com a vítima.
Na delegacia, os menores confessaram o assassinato sem ressentimentos. “Eles chamaram o sapateiro para fumar maconha na mata e lá o menor de 15 anos o golpeou com duas facadas nas costas (a faca quebrou com os golpes). O outro adolescente portava outra faca e desferiu os outros golpes no tórax. Não demonstraram arrependimento”, disse o delegado Marcio Murari. Após as facadas, eles teriam ainda chutado a cabeça do sapateiro.
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Segundo o depoimento dos menores, após matar Leandro, eles o arrastaram por quase um quilômetro à procura de um local adequado para esconder seu corpo. No caminho, acharam que a vítima ainda estivesse se mexendo e bateram com uma pedra em sua cabeça. Depois, abandonaram o corpo em uma vala. No dia seguinte, retornaram ao local e atearam fogo ao corpo, utilizando álcool. Ambos já estiveram na Fundação Casa, onde permaneceram 4 meses por um assalto.
Murari pediu a custódia dos adolescentes ao juiz da Vara da Infância e Juventude, que foi concedida no final da tarde de ontem. Os adolescentes foram recolhidos a uma cela especial para menores infratores da cadeia do Jardim Guanabara, onde ficarão por até cinco dias. Depois, serão internados na Fundação Casa.
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