Hostilidades


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``Imbecil``, ``Olha os agressores aí`` e ``Agride nós aqui``. Estas foram algumas das ofensas que os maqueiros Orlando Santos Ferreira e Rafael Soares Ferreira escutaram de alguns torcedores no Lanchão e nas ruas de Franca depois do ocorrido. ``Também teve dois (torcedores) que tentaram me agredir fisicamente``, contou Orlando, que é pai de Rafael. Os dois foram hostilizados porque a partida entre Franca e Corínthians, pelo Campeonato Paulista de futebol feminino, foi paralisada aos 46 minutos do primeiro tempo após Rafael acertar um chute no tornozelo direito do árbitro Rafael dos Santos. A confusão começou com uma discussão entre Dema, técnico do Corínthians, e os maqueiros. ``Ele saiu da área de trabalho dele, ameaçou arrancar a Nenê da maca, me empurrou e acabei machucando o meu joelho``, contou Orlando. O pai também tentou explicar a atitude do filho. ``O juiz cuspiu no meu filho e expulsou a gente. Ele perdeu a cabeça e chutou o árbitro``, justificou. Orlando revelou que o filho está arrependido pela agressão. ``Não quero que tenham dó de nós. A gente errou e agora cada um faz o seu julgamento. Ele está muito arrependido e abalado, mas não tem como voltar atrás agora``, comentou. ``Entendo a revolta das jogadoras. E gostaria de pedir perdão a elas e ao Enderson``, completou. Enderson Barbosa afirmou que depois dos lamentáveis fatos ocorridos no último sábado os maqueiros não trabalham mais nos jogos de futebol feminino. ``Ninguém do time me procurou. Eu mesmo acho melhor me afastar e deixar o Enderson tranqüilo``, disse Orlando.

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