O sapateiro Leandro Braz Domingos, 19, foi encontrado morto na manhã de ontem, num matagal do Jardim Palmeiras. O rapaz foi cruelmente assassinado e as marcas da violência estavam por todo o seu corpo. A vítima levou cinco facadas, teve o pescoço cortado e o maxilar quebrado, além de seu corpo ser parcialmente queimado.
Domingos estava desaparecido desde as 18h30 da última sexta-feira. Poucas horas antes do encontro do corpo, seus familiares estiveram na Rádio Difusora, pedindo ajuda à população para localizá-lo.
O corpo de Leandro foi localizado por um adolescente que passava nas proximidades da mata e sentiu o mau cheiro (teria sido morto na noite de sexta-feira). Ao verificar de onde vinha o odor, o rapaz encontrou o cadáver, já em decomposição, jogado em uma vala de aproximadamente dois metros de profundidade, no Jardim Palmeiras.
Em volta de Leandro, o mato estava queimado, assim como parte do corpo do rapaz. “Fomos acionados e quando chegamos junto com os Bombeiros constatamos o encontro do cadáver. Ele também estava parcialmente queimado. A vítima estava só de bermuda”, disse o soldado Rogério, da Polícia Militar.
Familiares do rapaz foram chamados e ajudaram na identificação do corpo. Um tio que acompanhou os trabalhos da polícia no local fez o reconhecimento. “É ele sim. Por que fizeram isso com ele? Ele era uma pessoa boa, não tinha problemas com ninguém. Não dá para acreditar nisso”, disse Ronaldo Braz.
O corpo do sapateiro foi levado para o IML (Instituto Médico Legal), onde passou por necropsia. O médico legista José Carlos Inácio informou à polícia que Leandro Braz foi assassinado com três facadas no peito, duas nas costas, teve o pescoço cortado e ainda o maxilar quebrado, provavelmente a pauladas. As vísceras da vítima foram retiradas para realização de exames toxicológicos.
Leandro era sapateiro - estava desempregado havia duas semanas -, solteiro e não deixa filhos. Seu corpo será velado no Centro Comunitário do Jardim Palmeiras, e seu sepultamento ocorrerá hoje, às oito horas, no Cemitério Santo Agostinho. O jovem não tinha passagens na polícia.
IRRITAÇÃO
Assim que a vítima foi identificada, a polícia começou a confrontar informações para esclarecer o crime. Investigadores do 2º Distrito Policial e da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) estiveram no local, tentando encontrar pistas. A princípio, não foi encontrado nada que pudesse ajudar nas investigações.
[FOTO2]A polícia tentará descobrir, também, se Leandro foi assassinado no local ou se foi “desovado” na mata. Segundo o delegado Márcio Murari, o trabalho da polícia foi prejudicado pela presença dos curiosos. Não houve, para ele, cuidados básicos em um caso de homicídio, como o isolamento do local. “A preservação é fundamental para uma investigação de crime. Quando chegamos toda a área estava cheia de pessoas. É um erro que enfrentamos, mas vamos trabalhar no caso”, disse o delegado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.