O Ministério Público intimou para prestar depoimento na quinta-feira à tarde a chefe da Divisão de Esportes da Prefeitura, Marysol Gaudenzi, acusada pela Promotoria de utilizar notas fiscais frias para desviar recursos da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura).
Os tesoureiros da Afet (Associação Francana de Atletismo), Rodrigo dos Santos e Carlos Roberto Coelho, também foram intimados.
Segundo o MP, Marysol utilizou uma nota fiscal fria de R$ 2 mil para justificar o pagamento de uma compra de suplementos alimentares para atletas da Afat (Associação Francana de Atletismo). Ela teria pedido a um atleta que conseguisse o documento para que ele “acertasse” a prestação de contas mensal junto à Feac.
Contas acertadas, a Afet emitiu um cheque para pagar a conta. Mas o destino do dinheiro é desconhecido. O comerciante que emitiu a nota afirmou, em depoimento, que não recebeu nada.
Outra acusação do MP é que Marysol se hospedou em um hotel em Brasília e tirou a nota no valor de R$ 366 em nome da Afet, com a qual não tem ligação formal.
Marysol nega que tenha desviado recursos públicos. No caso das notas, ela disse que é rotina os atletas pedirem as notas de maior valor às empresas para justificar as pequenas compras que fizeram durante o mês. Em relação ao hotel, ela afirmou que houve algum equívoco. “Às vezes ele (Rodrigo) errou. Tem que mandar tirar outra nota e dividir”.
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