O aposentado Alfeu Lourenço, 68, morador na Vila Aparecida, morreu na manhã de domingo, na Santa Casa. Ele estava internado com fraturas expostas nas pernas e em um dos braços desde a noite de sábado, quando foi atropelado por um carro no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Distrito Federal. Lourenço foi a segunda vítima fatal do acidente. Sua tia, a aposentada Maria Machado Antônio, 88, morreu poucas horas depois do atropelamento.
O desastre ocorreu logo depois de Alfeu e Maria assistirem a uma missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida, a Capelinha. Eles caminhavam em direção às suas casas, na Rua Minas Gerais. Eram 18h30 quando os idosos tentavam atravessar a movimentada Avenida Brasil. Ao entrarem na rua, foram colhidos pela Caravan dirigida pelo comerciante Eronis Cândido da Silva, 53, dono da Funerária São Matheus.
O atropelamento aconteceu sobre a faixa de segurança para pedestres existente no local. Segundo Eronis, o sinal estava verde para ele. Quando percebeu, os idosos já estariam no meio da pista. “Quando passei pelo semáforo, que estava verde ainda, meu filho falou: ‘olha um senhor na frente’. Brequei o carro, mas não deu tempo de parar”, disse o comerciante.
O impacto foi violento. Maria foi lançada a vários metros de distância, enquanto Alfeu caiu ainda sobre a faixa de pedestres. A aposentada teve diversas fraturas e suspeita de TCE (Traumatismo Crânio-encefálico). Seu sobrinho também sofreu ferimentos graves pelo corpo, inclusive fraturas expostas nas pernas e braços.
As vítimas foram socorridas às pressas para a Santa Casa pela Unidade de Resgate dos Bombeiros. Minutos depois de dar entrada no hospital, a mulher morreu. Alfeu foi submetido a várias cirurgias, mas, na manhã de domingo, não resistiu.
Ainda na noite de sábado, logo após o acidente, o filho do aposentado esteve na Santa Casa buscando informações sobre o atropelamento. “Meu pai sempre levava minha tia na capelinha. Infelizmente o trânsito está ficando casa vez mais violento. Ninguém respeita mais ninguém nas ruas”, disse o comerciante Cláudio Lourenço.
A polícia vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias da tragédia. Segundo o delegado Daniel Paulo Radaelli, o motorista do carro vai responder por homicídio culposo (sem intenção de matar). “Vamos aguardar os laudos da Polícia Científica e ouvir testemunhas do acidente”, disse Radaelli.
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NO MESMO LUGAR
O atropelamento envolvendo tia e sobrinho foi o segundo com vítima fatal no mesmo cruzamento este ano. Também sobre a faixa de pedestre, em junho, o aposentado Osvaldo Taveira Cintra, 78, foi colhido por uma moto e morreu horas depois na Santa Casa.
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