No Jardim Cambuí, zona norte de Franca, existem famílias que vivem há quatro anos em condições precárias, dentro de barracos de madeira ou de lona. Um destes casos é o de Sandra Regina Gonçalves e seus familiares. A dona de casa vive com parentes e seus cinco filhos (de 2 a 14 anos) em uma moradia improvisada, sem a mínima infra-estrutura e construída dentro de uma área de preservação ambiental. No local não há energia elétrica nem água encanada - somente uma mina - e as necessidades fisiológicas são feitas em uma fossa. Desde 2004, Sandra e seus parentes vivem neste local.
A dona de casa sonha conseguir uma casa popular pelo programa de mutirões da Prefeitura. Sandra chegou a ser chamada, mas perdeu a vaga por não ter dinheiro para pagar as parcelas e porque não havia duas pessoas da família aptas a trabalhar na obra nos fins de semana.
Enquanto a casa não chega pelo poder público, Sandra torce para que nenhum oficial de Justiça apareça em seu portão com uma ação de reintegração de posse, obrigando-os a saírem para outro local. Tal situação, inclusive, já quase ocorreu.
Em outubro de 2007, a Prefeitura tentou uma ação de desocupação da área, mas não obteve sucesso. Na época, foi estipulado um prazo de 20 dias para que todos os moradores em situação irregular deixassem os barracos. Ninguém saiu, alegando não terem para onde ir. Depois disso, os moradores não foram mais procurados.
O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, esteve ontem no Cambuí e conversou com as famílias que moram precariamente no bairro. Rocha informou que o acompanhamento destas famílias acontece desde 2004, mas não apresentou qualquer tipo de ação ou providência a ser tomada pela Prefeitura.
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