ONG pede ajuda para manter atendimento


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Atualmente, a Cão que Mia acolhe 230 cães adultos - mais que o dobro da capacidade - e 40 filhotes. Os animais ficam alojados em canis montados em duas chácaras, uma próxima a Patrocínio Paulista e outra em Claraval (MG). Para manter o serviço, são gastos R$ 8 mil por mês com alimentação, transporte e cuidados médicos - um exame de raios-X, por exemplo, custa R$ 65 à entidade. Como não há nenhuma ajuda do poder público, o valor é dividido entre 12 voluntários, que tiram o dinheiro do próprio bolso. A partir de abril deste ano, a situação da ONG se complicou ainda mais com a entrada em vigor da lei estadual que proíbe o sacrifício de animais capturados pelo município. Antes da lei, a entidade recebia em média três chamados por dia para recolher cães e gatos. O número subiu para oito. “Precisamos muito de ajuda porque a demanda cresce a cada dia”, disse a voluntária Aleni Papacídero. Segundo ela, a entidade não tem condições de receber tantos animais. “A gente pede para que as pessoas aguardem o surgimento de vaga. Hoje entra um cachorro para cada um que sai”.

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