A iniciativa do Ministério Público provocou reações distintas e já deu início à polêmica. Fernando da Silva, presidente da Adefi (Associação dos Deficientes Físicos) de Franca, afirmou que a eliminação das barreiras nas calçadas é uma reivindicação da entidade e será bem-vinda. “As calçadas já são ruins e ainda colocam um monte de mesas e cadeiras. Os clientes dos bares não se tocam e não tiram as cadeiras para a gente passar”.
Fernando não tem um número exato sobre a quantidade de portadores de deficiência em Franca. Segundo suas informações, 300 deles estão inscritos na associação. “Há casos de pessoas que se machucaram ao bater em lixeiras ou churrasqueiras. Como temos que dar a volta pela rua, corremos o risco de sofrer acidente”.
Já os donos de bar receberam com apreensão a medida da Promotoria. “Cada caso deve ser avaliado em separado. Nós só colocamos a segunda fila de mesas após as 21 horas, quando não há mais movimento de pedestre. Vamos ter que conversar e ver o que pode ser feito”, comentou Gilmar Coprosky, dono do Peixinhos. Outro comerciante, que não quis ser identificado, por medo de sofrer represálias, disse que a medida causará prejuízo. “Já perdemos dinheiro com a lei seca e, agora, em pleno horário de verão, aparece uma proposta desta”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.