A região de Franca apresentou queda no número de registros de todas as modalidades de crimes nos seis primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2007. Ao todo, as ocorrências passaram de 5.035 para 4.403, uma queda de 12,55%. O destaque é a redução na ocorrência de homicídios, que despencaram de 17 para 8, uma queda de 52%.
A análise leva em consideração Franca e os municípios mais próximos (veja quadro com os números nesta página), exceto Claraval e Ibiraci, que são próximas mas ficam em Minas Gerais. A queda do número de homicídios é puxada por Franca, que apresentou uma queda maior do que a média regional. A cidade registrou nos seis primeiros meses de 2007 uma dezena de homicídios. No mesmo período deste ano, foram quatro.
Os dados são da SSP (Secretaria de Segurança Pública). No caso dos homicídios, há uma particularidade. A SSP só considera como homicídio quando a vítima morre no local. Um baleado, por exemplo, que morre no hospital, é contabilizado como lesão corporal seguida de morte.
Os números chamaram a atenção do diretor do Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo - Interior 3 - Ribeirão Preto), George Henry Millard, atrelou as estatísticas ao que ele chamou de “comprovação do bom resultado” desenvolvido pela Delegacia Seccional de Franca.
“As estatísticas apontam para uma queda nas ocorrências, o que mostra o bom trabalho desenvolvido pelo delegado seccional daqui de Franca, que tem acertado em sua atuação”, disse o diretor, durante correição (espécie de audiência feita nas delegacias sob sua jurisdição) realizada no último dia 13 em Franca.
Para o delegado Wanir José da Silveira, responsável pelo serviço de inteligência dos civis em Franca, o assassinato é um dos crimes mais difíceis de se controlar. “Homicídio é um crime muito difícil de se prevenir, até porque quando é um crime passional não tem como você prever se vai acontecer ou não.
Em alguns casos, onde há briga entre pessoas que estão envolvidas com o crime, aí sim tem como tentar antecipar alguma coisa”.
Segundo o policial, a única forma de inibir a ocorrência de assassinatos é o esclarecimento deste tipo de crime, o que, em tese, poderia inibir os autores. “A pessoa vai pensar duas ou três vezes antes, tendo em vista que outras pessoas que cometeram o mesmo tipo de crime estão presas e com altas penas”.
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