Uma casa desocupada na Rua Rio Grande do Sul, na Vila Aparecida, vem tirando o sono e a tranqüilidade dos moradores das imediações, que reclamam da constante presença de andarilhos, jovens e adultos que estariam utilizando a residência como abrigo para traficar e consumir drogas e bebidas alcoólicas.
O problema teve início há dois meses, quando os antigos inquilinos deixaram o imóvel. Logo, a casa foi invadida, teve a porta arrombada e os vitrôs quebrados. Hoje o entra e sai de pessoas no local é constante durante o dia e à noite. Nem mesmo a presença da Polícia Militar consegue reverter a situação. “Sempre que notamos alguma coisa diferente, chamamos a polícia, que chega rapidamente.
Eles revistam as pessoas, mas como não encontram nada, pouco podem fazer. Assim que a viatura vai embora, a algazarra recomeça e atravessa a madrugada”, disse uma vizinha, que, temendo represálias, pediu para não ser identificada.
Outra moradora da região também se mostrou temerosa com a movimentação na residência. “Tenho medo de sair de casa e deixar minha filha de 5 anos e meu pai, que tem 85, sozinhos. A tranqüilidade acabou há dois meses quando essas pessoas chegaram aqui. É um pesadelo”.
Dentro da casa, que está com o fornecimento de água e energia elétrica cortado, existem vários indícios da presença destas pessoas. Fezes por todos os cômodos, inúmeras pontas de cigarro, pedaços de espuma utilizados como colchões e uma grande quantidade de vasilhames de aguardente vazios. Até uma fogueira foi feita dentro da casa, mostrando que as pessoas que ali se amontoam ignoram os riscos de incêndio. Durante a visita do Comércio, não havia ninguém no imóvel.
JUSTIFICATIVA
Leonardo Carilo Neto, proprietário da Imobiliária Projeto, responsável pela administração do imóvel, afirmou que os antigos inquilinos deixaram a residência com várias parcelas do aluguel em atraso, mas que o contrato de locação ainda está em vigor, o que o impede legalmente de retomar a casa. “Já pedimos a ordem de despejo na Justiça e, em breve, a decisão deve sair. Eu sei que a situação lá é problemática para os vizinhos, mas não posso simplesmente expulsar as pessoas de lá sem o documento judicial em mãos. Quando o juiz expedir a ordem de despejo, a casa será fechada”, disse Carilo.
O capitão Roberto Carlos Bispo Severo, comandante da 1ª Companhia e responsável pelo policiamento na região, disse que ordenará a intensificação do patrulhamento nas imediações. “Vou passar uma orientação para as viaturas priorizarem aquele local, mas também precisamos da colaboração dos vizinhos, que devem fornecer mais detalhes destas pessoas quando ligarem no 190”.
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