Entre a vida e a morte


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Neste sábado, 18 de outubro, 800 profissionais comemoram o Dia do Médico em Franca e região. São pessoas que estudaram durante anos e dedicam seus dias para salvar vidas, curar, trazer bebês ao mundo, enfim, cuidar do próximo. Eles vivem os extremos: a vida e a morte. Ao mesmo tempo que comemoram o nascimento, acompanham os últimos momentos dos pacientes. A rotina é intensa, preenchida por plantões, atendimentos em hospitais e luta diária para acertar diagnósticos e preservar vidas. Marco Aurélio Piacesi, 58, presidente do Sindicato dos Médicos de Franca, tem 33 anos de carreira. Clínico geral, especializado em medicina do trabalho e em saúde pública, é apaixonado pela profissão. Ele fala com entusiasmo do trabalho. “Na barriga da minha mãe eu já sabia que ia ser médico. Com 4 ou 5 anos, mesmo sem entender direito as coisas, já falava que seria médico. Nasci médico, vou viver médico e vou morrer médico”. Na opinião dele, é preciso ter perseverança para seguir a área da medicina, um dos cursos mais concorridos nas universidades brasileiras. “Muitas pessoas falam dos salários dos médicos, que são altos. Mas é uma profissão muito exigente. É preciso estudar no mínimo nove anos para ser médico e se formar em alguma especialidade. São seis anos na faculdade mais, no mínimo, três anos de residência, que podem chegar a durar seis anos, dependendo da área. A medicina ainda exige atualização constante”. A região de Franca apresenta um dos piores índices de médico por habitantes. É um profissional para cada grupo de 800 moradores. Em Ribeirão Preto o índice é de um médico para cada 348 habitantes. Em Piracicaba, um para cada 669. Para Piacesi, a baixa remuneração e falta de estrutura são os principais motivos do problema. “Em Franca, paga-se R$ 2.600 de salário para carga horária de 20 horas semanais. O valor está fora da pretensão do Sindicato dos Médicos, que calcula que o ideal seria um salário de R$ 7.500”, disse o médico. “É preciso rever os salários para se chegar a um nível compatível e oferecer condições melhores de trabalho. É preciso equipamentos bons, um local adequado para repousarmos em dias de plantão, nos momentos em que não há pacientes”. Piacesi é funcionário na rede pública de saúde em Franca, do Hospital Unimed e tem consultório particular. Trabalha cerca de 12 horas por dia e ganha R$ 10 mil por mês. “Sempre atendo as pessoas com satisfação e sempre dou o melhor de mim. Isso me faz muito bem. Se no plantão me deparo com uma situação grave e consigo resolver, fico bem”. ILUSTRES REPRESENTANTES José Lancha Filho, 77, é um dos médicos que atuam há mais tempo em Franca. Há 51 anos é dermatologista. Luciana Maníglia Ravagnani, 24, é uma das francanas com inscrição mais recente no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Formada em julho de 2008, se dedica aos estudos para se especializar em oftalmologia. O Comércio da Franca escolheu os dois nomes entre 800 médicos para contar detalhes de seus sonhos, objetivos e rotina com a medicina na data dedicada à profissão que escolheram (leia mais no site). O Centro Médico organizou eventos desde o início da semana para comemorar o Dia do Médico. Neste domingo, as festividades serão encerradas com um churrasco para médicos e familiares. Ao longo da semana foram realizados o encontro de “Pratas da Casa”, em que médicos cantaram e tocaram num coquetel no Centro Médico, e a posse da nova diretoria da entidade . Ontem à noite, estava previsto um baile para a categoria e convidados.

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