Os policiais civis que não participaram da manifestação em São Paulo não tiraram os olhos da televisão durante o conflito envolvendo seus colegas de corporação e policiais militares. A cada imagem, os semblantes nos rostos se retraiam e mostravam a indignação com a ação dos PMs. “Não precisava chegar nisso”, disse um dos policiais que assistiam ao confronto. “Eles são uns covardes”, disse outro. Ambos pediram para não ter os nomes divulgados.
Outro policial civil fez questão de dizer aos colegas que assistiam com ele as imagens que tem orgulho dos policiais de Franca que estavam em São Paulo. “Eles são nossos heróis. Estão lá se arriscando pela gente”. Pelo lado da PM, não houve nenhum tipo de manifestação, nem de oficiais, nem de praças. Sabe-se apenas que foi realizada uma reunião geral, no fim da tarde de ontem, que teria o objetivo de alertar os policiais a ficarem em prontidão para qualquer eventualidade.
EM SILÊNCIO
A cúpula da corporação se calou. O capitão Trevisan disse não ter autorização para falar sobre o assunto. Major Brandão solicitou que a reportagem entrasse em contato com o Comando Geral da Polícia Militar, em São Paulo. Já o capitão Wellington não foi encontrado.
Também foram procurados e não quiseram falar no assunto os delegados Wanir José da Silveira Júnior, Daniel Paulo Radaelli e o seccional, Mauri de Camargo Segui.
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