Quem passa numa das partes mais baixas do Complexo Aeroporto se assusta ao avistar dois terrenos extensos lotados de lixo e máquinas trabalhando. Os espaços, na Avenida Egídio Castro Oliveira, abrigam o ferro-velho do Romildo, conhecido em toda a região. As empresas, instaladas na área há 15 anos, movimentam 40 toneladas de materiais por dia. Mas os vizinhos estão incomodados com o cheiro forte de lixo e proliferação de baratas e ratos.
Os moradores querem que os estabelecimentos sejam transferidos para o Distrito Industrial. Eles ainda sugerem a construção de um muro e que o local seja coberto para evitar acúmulo de água dentro dos objetos depositados no terreno. Raquel da Silva, 28, mora ao lado do depósito há cinco anos e disse que, há cerca de dois, os vizinhos se uniram, fizeram um abaixo-assinado e encaminharam para a Prefeitura pedindo a transferência do depósito. Mas não adiantou. “Precisa de um lugar apropriado, mais afastado”.
As vizinhas Rosemeire Souza, 34, e Olívia Oliveira, 59, vivem com suas casas sempre cheias de veneno para liquidar ratos e baratas. “É muito lixo, barata, rato e fede muito quando chove”, disse Rosemeire. Olívia se preocupa com a proliferação da dengue. “A dengue é o maior perigo porque ali acumula água parada”.
DE MÃOS ATADAS
O proprietário Romildo Vilar, 50, disse que continuará no bairro (leia abaixo). A Prefeitura não tem como agir. “Pelo aspecto da lei, não há o que possa ser feito. A área é dele, ele tem alvará de funcionamento e a Prefeitura não tem como obrigá-lo a se mudar”, disse Ismael Xavier, chefe do Setor de Fiscalização.
Fernando Baldochi, chefe de Vigilância em Saúde, disse que todos os ferros-velhos são considerados pontos estratégicos e visitados periodicamente para controle da dengue. Quanto aos bichos, pede atenção, pois o problema pode ter outra origem. “Baratas e ratos vivem onde há alimento. Vasilhas de cachorros com restos de comida podem atraí-los”, disse.
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