Aumento no preço da carne na região já chega a até 62%


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Quem está acostumado a comprar carne toda semana deve ter percebido que o preço não pára de subir. Em três meses, nos açougues da região, o aumento, para alguns cortes, já chega a 62%. As maiores altas foram na ponta de peito e no contrafilé. A carne suína também subiu, em média, 9,9%. Uma das justificativas de proprietários de açougues de Franca e região para os reajustes é a falta do produto no mercado provocada pela seca. Sem pastagem, os bois demoram mais para engordar e, portanto, para serem abatidos e vendidos. Outra explicação para o aumento é que, diante da instabilidade da moeda americana (na qual se baseia a cotação da arroba do boi), a postura de alguns pecuaristas tem sido segurar o abate dos bois que poderiam ser vendidos. “A arroba do boi era negociada a R$ 60 e hoje está a R$ 92. A expectativa é chegar a R$ 100 até o fim do ano. Então, quem tem boi no pasto está segurando o abate para lucrar mais depois”, disse o gerente administrativo do City Beef, no City Petrópolis, Tiago Zago. Como a velha lei da oferta e procura não falha, o preço da carne vem subindo. O reajuste é repassado para o consumidor. Ronaldo Rodarte, proprietário de um açougue em Franca, disse que, para continuar trabalhando com carne de qualidade, não tem como deixar de comprar produtos reajustados. “Não adianta eu vender carne sem qualidade. A dona de casa percebe, reclama e deixa de comprar”. O mesmo acontece em açougues de Pedregulho, onde o quilo do contrafilé chegou a R$ 14,50. O lombo suíno é vendido a R$ 13,50. A pouca oferta no mercado é confirmada por Rosinei Moraes, responsável pelo Departamento de Vendas de um frigorífico de Ipuã, de onde muitos proprietários de açougues de Franca e região compram. “Se falta matéria-prima, o preço é pressionado a subir”.

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