A jovem Rosângela Souza Pereira estava desesperada no local do acidente. Ela não conhecia Eurípedes, mas disse que poderia ter morrido junto com ele na batida com o caminhão. Minutos antes do desastre, ela aguardava carona, junto com uma amiga, em um ponto de ônibus em Ibiraci para vir a Franca, quando o comerciante teria lhes oferecido carona. Elas não aceitaram.
Comércio da Franca- Por que você está tão nervosa?
Rosângela - A gente estava no ponto esperando carona. Ele passou por nós e estava com uma cara, assim, meio alegre. Ele fez sinal e nós falamos que íamos com o homem do caminhão. Quando a gente chega aqui o moço está morto. Era para a gente ter morrido também. Eu nasci de novo. Nunca mais pego carona com ninguém.
Comércio - Você conhecia a vítima?
Rosângela - Não conhecia, mas ele ofereceu carona e estava correndo demais. Eu até falei (para a amiga) ‘não vamos com ele não, que ele estava correndo’.
Comércio - Você disse que ele estava com uma cara de alegre. O que seria essa cara de alegre?
Rosângela - Eu acho que ele estava bêbado, tinha bebido uma cerveja.
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