Quem passa com freqüência pela Avenida Champagnat já deve ter percebido. A via, que há pouco mais de cinco anos era a meca dos barzinhos e lanchonetes e depois viu seu movimento cair, está renascendo. Oito novos negócios de diferentes segmentos estão em construção e, até 2009, deverão investir no local mais de R$ 19,5 milhões com a criação de aproximadamente 250 vagas de empregos diretos.
O Superatacado Tonin, a concessionária Orleans Peugeot e a escola de inglês Know How são as principais inovações da avenida de um quilômetro de extensão. Além desses três, a via também ganhará uma doceria, uma nova choperia, um escritório de decoração de interiores e um centro comercial com cinco lojas na rotatória com a Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso. Todos de olho na agitação do local. O oitavo estabelecimento estava fechado ontem.
Não foi possível descobrir do que se trata. “Temos vários interessados para os cômodos que terão de 900 a 950 metros quadrados e deverão estar prontos o mais rápido possível. O ponto é muito bom, por isso desperta tanta atenção”, disse o empresário Riad Salloum, responsável pelo centro comercial. Ele não quis revelar o valor do investimento.
O fluxo de veículos e a localização privilegiada são apontados como os principais atrativos da via que, em horário de pico, chega a receber em média de 1,3 mil veículos a cada duas horas, segundo levantamento do Departamento de Trânsito da Prefeitura.
A movimentação de carros e motocicletas pela Avenida Champagnat é tanta que, para receber os novos investimentos, a administração repensou a direção das ruas da região e mudou o sentido de seis ruas do Jardim Veneza. “Fizemos um estudo de circulação e, com a chegada do superatacado, vimos que eram necessárias algumas mudanças, pois o empreendimento é um pólo gerador de tráfego”, disse o secretário de Governo, Odair Tristão.
Para a empresária do ramo da gastronomia, Paula Quirino, que abrirá uma confeitaria na avenida, a Champagnat é o melhor ponto da cidade. “ É uma avenida chamativa, faz ligação entre bairros e está bem localizada. Todo mundo quer se instalar ali e eu não pude perder a oportunidade quando encontrei um espaço desocupado”. Paula, que tem investido R$ 40 mil na reforma do imóvel, pretende inaugurar a loja em novembro e gerar três empregos diretos.
BOAS EXPECTATIVAS
Com um total de 50 estabelecimentos comerciais, entre restaurantes, bares, pizzaria, lojas de calçados, butiques e oficinas mecânicas, quem está há mais tempo na avenida comemora esse renascimento na esperança de conquistar novos clientes.
Marta Gomes, proprietária da Franfer, loja que trabalha com materiais para marceneiros e decoração, espera um maior movimento de vendas com as inaugurações programadas a ponto de ficar preocupada com o estacionamento para clientes. “Quando cheguei na avenida só existiam os barzinhos e a igreja. Agora a diversificação tem aumentado. A gente espera que o supermercado traga mais público”, disse.
Com 18 anos de avenida, o proprietário do Tábua Mista, João Ricardo de Camargo, também vê com bons olhos esse renascimento.
Tanto que até desistiu de abrir uma unidade em São José do Rio Preto para apostar novamente na Champagnat. Na onda dos novos negócios, Camargo remodelou seu bar. Expandiu a capacidade para mesas, mudou banheiros, trocou telhado e pisos, inovou a cozinha e providenciou uma nova pintura. “Estou com um novo fôlego, por isso resolvi investir R$ 160 mil na reforma na esperança de atrair o pai que deixar o filho na escola e o marido enquanto a mulher faz compra. Um ajudará o outro”.
Aos que pensam em aproveitar o novo “boom” da Champagnat, Luís Carlos Teixeira, corretor de imóveis, diz que os imóveis na região devem valorizar 20% e já avisa que é difícil encontrar um espaço disponível. “Um novo empreendimento atrai mais investidores, as pessoas procuram, mas a avenida não tem muita oferta de imóveis”.
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