Feira da Presidente Vargas irrita vizinhos


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ENFILEIRADOS - Juraci Borges e Aparecida Araújo são vistas na Rua Pompílio Liporoni, cheia de carros por causa da feira livre ontem. Ambas reclamam e pedem providências por parte da Prefeitura
ENFILEIRADOS - Juraci Borges e Aparecida Araújo são vistas na Rua Pompílio Liporoni, cheia de carros por causa da feira livre ontem. Ambas reclamam e pedem providências por parte da Prefeitura
Há cerca de cinco anos, os moradores da Rua Pompílio Liporoni, no Jardim Boa Esperança, sofrem com o tráfego de veículos em dias de feira livre na Avenida Presidente Vargas. A rua é usada pelos motoristas que desviam das barracas para retornarem à avenida. Mais de 20 famílias moram no endereço e se queixam do grande fluxo de veículos todas as quartas-feiras, das 7 às 14 horas, e das dificuldades para andar pelas calçadas que são estreitas. Eles alegam ainda que a passagem de caminhões e ônibus provocam rachaduras nas casas. Os vizinhos já se mobilizaram e entregaram dois abaixo-assinados na Prefeitura, mas o incômodo persiste. O setor de Trânsito promete estudar o caso. Ontem, por volta das 10h30, o Comércio permaneceu na rua por cerca de 30 minutos. Foram raros os momentos em que a via ficou vazia. Em dado momento, os carros tiveram de reduzir a velocidade e ficaram enfileirados porque uma mãe com os filhos no carrinho e outro do lado caminhava no meio da rua, pois não dava para usar a calçada com o bebê. Uma placa proíbe a passagem de veículos com mais de 1,5 tonelada, mas a reportagem flagrou caminhões circulando na rua. Os moradores sugerem que o sentido da via seja alterado, como já foi antigamente. “A rua tinha de subir, da Avenida Presidente Vargas rumo à Espírito Santo. Assim os motoristas não virariam aqui. Era só andar mais um quarteirão e descer na Rua Washington Luiz, que é mais larga, para retornarem à avenida”, disse a comerciante aposentada Juraci Borges, 63. Uma outra opção é retomar uma medida antiga. Antes, a Prefeitura liberava a mão-dupla na pista da Presidente Vargas onde não há feira (leia apoio). Juraci mora na Rua Pompílio Liporoni há 30 anos. Segundo ela, na época, já existia a feira no local, mas, com o passar dos anos, o sentido da via foi alterado e o volume de veículos aumentou consideravelmente. “Tem muito caminhão e ônibus que entram aqui. Não tem como sair com o carro da garagem na quarta-feira, porque os motoristas não param para a gente tirar. Nem tem como estacionar, porque não sobram vagas”. A vizinha Aparecida Araújo, 72, aponta outros problemas. “O trânsito aqui está insuportável, acabando com nossas casas. Já tive de reformar a calçada duas vezes porque rachou tudo”. Aparecida disse que já procurou a Prefeitura, mas não adiantou. “Só colocaram uma placa na esquina proibindo veículos grandes de passarem na rua, mas eles não respeitam”. É MELHOR NÃO Ontem, um feirante, que preferiu não se identificar, disse que não concorda com a mudança no sentido da rua. “A feira funciona só uma vez por semana e por apenas meio período. Não tem problema não. Se mudar, pode prejudicar nosso movimento”. A feirante Maria Teresa Ponce, 50, acredita que o trajeto continuará o mesmo, mas acha que, se uma das pistas da avenida voltasse a ter mão-dupla durante a feira, aliviaria o problema dos vizinhos. A feira já foi transferida para a Rua Espírito Santo para não bloquear uma das avenidas mais movimentadas da cidade, mas os feirantes não aprovaram a alteração, pressionaram e conseguiram retornar ao endereço tradicional. “Lá, não tem o mesmo movimento. Não adianta mudar”, disse Maria Teresa.

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