Mais uma vez os vereadores superaram todas as expectativas e votaram seis projetos e um requerimento em menos de meia hora. Em exatos 29 minutos (entre 15h52 e 16h21) um projeto foi retirado, outro foi adiado pela ausência do autor, dois foram aprovados e outros dois foram rejeitados. Tudo isso em uma média de 4 minutos para discussão e votação de cada proposta.
Nem mesmo o espaço destinado às ponderações pró e contra os projetos foi utilizado pelos parlamentares. Apenas Gilson Pelizaro (PT) se dispôs a falar na tribuna, ainda assim para ressuscitar assuntos da campanha eleitoral encerrada do último dia 5.
Sem explicações, Jepy Pereira (PSDB) retirou seu projeto de lei que instituía o pagamento de meia-entrada para trabalhadores das indústrias de calçados, em sessões de cinema, teatro, shows e outros eventos culturais exibidos nas salas e casas de espetáculos e nos eventos esportivos realizados no município.
O projeto de Marcelo Mambrini (PMN) que autorizaria o uso do uniforme da Guarda Civil Municipal aos ocupantes comissionados de cargos de chefia que não pertencem à corporação, caso do comandante da guarda, Sérgio Buranelli, foi adiado - por cortesia dos vereadores - por uma sessão, já que Mambrini não estava no plenário para defender sua proposta no momento da votação.
Quando estava no plenário, Mambrini aprovou seu projeto que denominou “Cristo Redentor” a praça que está sendo construída na Avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor. “A proposta visa a adequar o nome daquela praça ao nome do bairro e do supermercado que está efetuando aquelas benfeitorias”, disse.
Foi aprovado também projeto de Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) que proíbe o embarque, desembarque, transferência e transporte de valores por empresas de segurança nas ruas e calçadas de Franca entre 8 e 20 horas. “Atualmente, as empresas realizam suas atividades em horários incompatíveis. Essa situação facilita a ação de assaltantes”, disse. Pela lei, os estabelecimentos terão de disponibilizar áreas internas para os serviços dentro deste horário.
Os dois projetos rejeitados na sessão eram de Graciela Ambrósio (PP) e tratavam de assuntos semelhantes: a regulamentação do uso e a instalação de aparelhos de GPS (localização por radar) nos veículos oficiais da Câmara.
O primeiro recebeu parecer contrário da Comissão de Legislação, Justiça e Redação e foi arquivado. O segundo foi rejeitado pelos vereadores. “Os projetos eram totalmente moralizadores e de interesse dos vereadores, que não têm nada a esconder da população e da imprensa”, disse Graciela.
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