Atropelamentos matam dez idosos em um ano


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Com pouca agilidade e reflexos afetados pela idade, os idosos estão entre as principais vítimas de atropelamentos - um dos tipos de acidentes de trânsito que mais matam. Um estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mostra que, em São Paulo, as pessoas com idade acima de 60 anos morrem mais por esse motivo, proporcionalmente, do que as demais faixas etárias. Em Franca, apesar da carência de dados oficiais, não é difícil identificar a existência do problema. Segundo levantamento feito pelo Comércio, com base em suas matérias publicadas na internet, nos últimos 12 meses, 13 idosos foram atropelados na cidade e outros dois em rodovias da região. Destes, 10 morreram. Os outros se feriram gravemente. Em todos os casos, as vítimas estavam a pé ou de bicicleta. Uma das causas apontadas para explicar o alto número de atropelamentos de idosos é o fato de hoje em dia eles levarem uma vida mais ativa. Era o caso do aposentado Sebastião de Souza Sobrinho, 82, morador no Jardim Tropical. No último dia 4 de julho, ele saiu de casa para visitar a filha, que possui um estabelecimento na Avenida Chico Júlio. Ao tentar atravessar a via, foi atingido por uma camionete e arremessado cerca de dois metros. Socorrido e levado à Santa Casa, morreu após passar nove dias internado. Para a família, uma fatalidade. “A gente não tinha receio de que ele saísse sozinho, porque meu tio era lúcido, forte. Andava pela cidade toda”, disse a consultora de vendas Eliana Alves Januário, 38, sobrinha da vítima. Para o subtenente Victor Manoel de Mattos Andrade, do Corpo de Bombeiros, o fator idade aumenta não só o risco de acidente, mas também a gravidade dos ferimentos. Por isso, ele recomenda que o idoso esteja sempre acompanhado ao sair à rua. Se houver resistência, é preciso insistir. “Como a cabeça está boa, há aqueles que ignoram as limitações físicas e recusam qualquer ajuda. Quando for assim, os parentes precisam conversar sobre o assunto, tentar conscientizá-los, porque o trânsito está muito perigoso”, disse. Apesar da gravidade do problema envolvendo idosos, o secretário municipal de Governo, Odair Tristão, que responde pela Divisão de Trânsito da cidade, disse que não há nenhum programa específico para tentar diminuir o número de ocorrências.

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