O 9º Festival de Dança de Franca - organizado e promovido pela bailarina Carla Pacheco em parceria com a Prefeitura, terminou no último domingo com um saldo positivo: 46 grupos, 800 bailarinos, 17 cidades da região, 100 espetáculos e 6 grupos francanos premiados. Por outro lado, os três jurados foram unânimes na avaliação geral de que a qualidade dos grupos ficou a desejar. “Este ano o nível dos grupos está um pouco menor que no ano passado”, resumiu Ricardo Dias, coreógrafo de Dança de Rua do Brasil, de Santos.
Durante os cinco dias de evento, o Teatro Municipal foi palco para o encontro de dançarinos de vários estilos. Na hora da premiação os participantes garantiram a festa com muita folia.
No Festival Competitivo, os grupos foram avaliados em cinco quesitos: técnica, coreografia, conjunto, figurino e musicalidade. “Os grupos da capital têm uma preocupação maior em pesquisar e procurar coisas novas e percebi que os grupos do interior não se preocupam muito com essa questão", ressaltou Dias.
Já o argentino Jorge Penã, mestre e coreógrafo de dança clássica em São Paulo, acredita que o interior é carente de professores e diretores. “Os professores, em vez de ensinarem a dança só ensinam passos. Existe toda uma preparação de disciplina e comportamento, de como entra e sai, como se veste e se comporta no palco”, enfatizou.
Para Guivaldi de Almeida, diretor da Cia. Especial de Dança e da Cia. Brasileira de Danças Clássicas de São Paulo, difundir a cultura é muito importante para o crescimento desses grupos e o Festival é um exemplo. “Ainda tem muita lenha para queimar, mas a avaliação é boa. Coisas que já vi em Franca em outras ocasiões melhoraram e evoluíram muito devido ao evento, por exemplo, a dança de salão e a de rua”.
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