Paciente acusa médico de trocar exame e receitar remédio errado


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EXAMES TROCADOS - A dona de casa Maria de Fátima Bordini mostra endoscopia com nome de outra paciente. Erro de diagnóstico resultou em mal-estar e sono. Família está revoltada
EXAMES TROCADOS - A dona de casa Maria de Fátima Bordini mostra endoscopia com nome de outra paciente. Erro de diagnóstico resultou em mal-estar e sono. Família está revoltada
A dona de casa Maria de Fátima da Costa Bordini, 48, acusa um dos médicos que atendem no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) de trocar seu exame de endoscopia e receitar um medicamento errado. O equívoco só foi descoberto depois dela ter tomado o remédio e sentido tontura, dores de cabeça e sonolência. A família quer providências da Secretaria Municipal de Saúde e vai registrar a ocorrência na Polícia. Sentindo dores na região dos rins e com sintomas de gastrite, Maria de Fátima foi ao NGA no dia 2 de outubro. Para a consulta, levou dois exames pedidos anteriormente: uma ultra-sonografia e uma endoscopia. Chamada ao consultório, ela apresentou ambos ao médico que é residente em cirurgia geral. “Ele falou o meu nome na entrada, perguntou como eu estava... Na mesa dele, tinha um monte de exames. Ele colocou os meus por cima. Conversou um pouco comigo, depois pegou um resultado e me receitou Bramopina. No final, me entregou a receita e os exames de volta”, disse Maria de Fátima. Com a receita em mãos, a dona de casa foi embora. Sem dinheiro, só foi comprar o remédio uma semana depois. Na sexta-feira, dia 10, começou a tomar o medicamento. “Logo depois de engolir, já comecei a sentir um mal-estar, sono e uma tontura, mas não sabia o porquê. Tive dor de cabeça e fiquei deitada”. Preocupada com o estado de Maria, uma amiga foi visitá-la. No meio da conversa, ela desconfiou que os sintomas pudessem ser efeitos do remédio receitado. Pediu para ver os exames e a receita. Foi um susto. “Na endoscopia, constava o nome de Sônia Maria. Não acreditei. O diagnóstico do exame dela apontava esofagite e antrite. No meu, constava hérnia hiatal. Foi quando descobri a troca”, disse a dona de casa, que ainda guarda o exame de Sônia. Revoltada, a família de Maria de Fátima pede providências da Secretaria de Saúde e uma explicação do médico. “Quero evitar que novos erros aconteçam. A Prefeitura precisa analisar melhor os médicos que coloca para atender a população. Poderia ter sido muito mais grave. Esse é um erro sério”. Assustada com efeito do remédio, a paciente suspendeu o uso. “Sorte que tomei apenas um comprimido. Poderia ter sido pior”. O remédio Bramopida (Plamet) custa R$ 20. “Não é pelo dinheiro e, sim, pela falta de consideração com o paciente. Quantas pessoas não devem sofrer com o mesmo problema”, disse. O médico que atendeu Maria de Fátima e teria errado o diagnóstico não foi encontrado para falar sobre o assunto. No NGA, funcionários disseram que ele só atende às terças e quintas no período da tarde e não quiseram dar mais informações a seu respeito. Seu nome não consta da lista de telefone. Procurado, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, não havia sido informado do caso e prometeu apurar a ocorrência.

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