Com investimento milionário, mais de 200 expositores de todo o País e do exterior e expectativa de receber 20 mil visitantes em seus quatro dias, começa hoje a quarta edição da Fenafic (Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados). O evento, realizado nos pavilhões Fenafic, no Miramontes, consumiu na casa de R$ 1 milhão somente em sua montagem.
A feira será aberta às 12h30 e a cerimônia contará com a presença do prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) e do deputado estadual Gilson de Souza (DEM), além de várias lideranças e entidades do setor calçadista. Antes da abertura da Fenafic, Ruth Xavier - eleita em 15 de setembro - será empossada como presidente da Afic (Associação Nacional dos Fornecedores da Indústria de Calçados e Afins), em substituição a Eduardo Ferreira.
Ontem, a correria era grande nos pavilhões, com um batalhão de operários apressados em concluir a montagem dos últimos estandes. Nos locais onde o trabalho estava mais adiantado, expositores ganhavam tempo abastecendo as prateleiras com seus produtos.
Uma das novidades para a quarta edição da Fenafic será a realização de desfiles que apontarão as tendências da moda outono/inverno para 2009. Todas as peças que serão utilizadas pelos modelos foram fabricadas com materiais que estarão em exposição nos estandes.
A feira é destinada exclusivamente a profissionais ligados à produção de calçados, industriais e estilistas. Os demais interessados em visitar o evento deverão desembolsar R$ 30 pelo convite individual, que não dará acesso aos desfiles.
A assessoria de imprensa da Alto Empreendimentos, empresa responsável pela realização da Fenafic, não divulga a perspectiva de movimentação financeira com o evento, atendendo a pedidos dos expositores.
CRISE INTERNACIONAL
Um dos assuntos muito discutidos nos corredores, durante a montagem dos estandes, foi a crise financeira internacional. O empresário Luís Carlos Machado, que fabrica componentes de poliuretano para calçados em Novo Hamburgo (RS) e participa pela primeira vez da Fenafic, está confiante que os negócios não sofrerão reflexos. “O momento realmente é difícil, mas com nosso trabalho e as novidades que estamos trazendo para a Fenafic acredito que é possível reverter este quadro, até porque a alta do dólar pode ser benéfica para as exportações de calçados”.
O representante comercial Carlos Alberto Finardi, que atua na área de colas e adesivos, afirmou que está preocupado com a crise.
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“Cerca de 80% dos produtos usados na fabricação de colas são importados e com a alta do dólar já fomos informados que teremos que reajustar nossos produtos. Se a cotação se acalmar e ficar na casa de R$ 1,90 (na tarde de ontem estava em R$ 2,15) conseguiremos manter os preços. Se passar disso, teremos que renegociar com os fabricantes”.
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