Por causa do reajuste no preço da farinha de trigo para a indústria, os panetones - que este ano chegaram mais cedo às prateleiras dos supermercados - estão de 10% a 20% mais caros. Apesar da alta, a maioria dos estabelecimentos consultados aposta na tradição do consumo e espera um crescimento entre 5% e 6% nas vendas.
No atacado, o otimismo é ainda maior. Após um planejamento detalhado e a antecipação dos negócios, Fabiano César Arantes, diretor de Varejo e Marketing da distribuidora francana Chok Mix, acredita num aumento de 50% nas vendas. “Estamos focando nas empresas, principalmente, nas indústrias calçadistas que costumam presentear os funcionários com panetones e cestas natalinas. As expectativas são as melhores”, disse Fabiano.
A alta na cotação do dólar vai fazer com que o consumidor também gaste mais com os produtos importados. Os alimentos típicos desta época, como frutas secas, castanhas, azeite e bacalhau, já estão de 5% a 10% mais caros em outubro. O mesmo acontece com as bebidas e os produtos eletroeletrônicos.
Apesar disso, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) acredita que as vendas do varejo não sofrerão grandes impactos até o Natal. De acordo com a entidade, o aumento da massa salarial compensará a redução de crédito e a sazonalidade do período.
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