Sem festa, Francana completa 96 anos


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À primeira vista, o que a Francana proporciona para seus torcedores não são boas lembranças. Por isto, os motivos para comemorar seus 96 anos de fundação, completados neste domingo, têm de ser muito procurados. A própria diretoria do clube não programou nada para festejar a data. A Feiticeira se aproxima de seu centenário fora de forma, sem sequer uma maquiagem. O número de problemas é tanto que as poucas novidades positivas dos últimos 12 meses não aparecem. Entre elas está a formação de times para as categorias de base. Hoje, o clube tem garotos dos 11 aos 17 anos participando de competições da Federação Paulista de Futebol. Fato inédito no clube. Os sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17 se classificaram à segunda fase do Estadual de 2008. O sub-13 foi ainda mais longe. Hoje, joga contra o Santos pelas quartas- de-final do Estadual, às 10h15, no Lanchão. A criação desta estrutura foi viabilizada após a união da Francana com o Internacional, da Vila Santos Dumont, e o investimento do empresário Airton Martore, o Nenê, que tem gasto de cerca de R$ 20 mil por mês. Já o profissional, teve momentos de time grande. No início da temporada, o time realizou treinamentos em Atibaia, onde chegou a enfrentar o Palmeiras em jogo-treino. Além disso, a diretoria trouxe um ex-campeão mundial interclubes pelo São Paulo, Elivélton, para o Paulista da Série A-3. Tudo isso repercutiu bem. Inseriu o nome da Veterana no cenário nacional, até com a aparição do escudo do time no Jornal Nacional, em 3 de janeiro. A alegria durou até meados de maio, quando o time não conseguiu chegar à segunda fase da Série A-3. Houve atraso de salários, desentendimento entre diretores e desestruturação do elenco. Ficou de bom a vaga garantida à Copa Paulista de Futebol. Só os nove primeiros da Série A-3 passaram. Com o início da competição no segundo semestre, a montagem do time se deu aos trancos e barrancos. Não houve planejamento consistente e a falta de patrocinadores complicou a manutenção do grupo. Foi possível segurar o rojão até 30 dias atrás. A partir dessa data, o salário dos jogadores atrasou, o elenco não conseguiu atingir os resultados esperados e houve brigas entre diretoria, jogadores e comissão técnica. Por fim, a classificação na Copa Paulista não aconteceu. Na última sexta-feira, o presidente José Servino Braga não foi localizado para comentar sobre estes problemas e também os pontos positivos de seu mandato, a vencer no próximo mês. A data da eleição para a presidência do clube está próxima de ser marcada e José Braga se diz candidato à reeleição. Resta aos aficionados, torcer. "Na década de 50 e 60 o clube passou por uma crise muito pior e melhorou. Em 77 o time chegou à Primeira Divisão do Paulista e, por isso, dá para acreditar em melhora", justificou o secretário do clube Francisco Queiroz, há 44 anos funcionário da Francana.

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