Seus problemas (quase) acabaram


| Tempo de leitura: 3 min
O empresário Marco Aurélio Comparini Júnior, 37, costuma viajar por todo o Brasil para fazer negócios. O fabricante de couro só vai aos grandes centros urbanos, como Curitiba, São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte, com um GPS (Sistema de Posicionamento Global) no console do carro. Através do equipamento, ele consulta mapas em 3D e chega facilmente aos endereços de seus clientes, evitando atrasos. Além disso, utiliza o sistema para fazer trilhas, seu passatempo preferido. “Não consigo viajar sem meu GPS. Costumo dizer que a gente fica ‘meio burro’ depois que começa a utilizá-lo, por conta da dependência que se cria. Se eu quiser sair daqui e ir para Fortaleza, Ceará, tenho a quilometragem e o caminho exatos que vou percorrer”, disse o empresário que, há um ano e meio, adquiriu um GPS Garmin Nüvi por US$ 300, nos Estados Unidos, e outro da Stetsom, Car Trip 100, por R$ 1,7 mil. Marco Aurélio é um dos muitos francanos que aderiram à tecnologia desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no fim da década de 1970. O GPS basicamente é um aparelho que emite e recebe sinais de satélites ao redor do globo terrestre. O equipamento, que funciona com bateria própria ou pode ser conectado ao acendedor de cigarros, recebe coordenadas como latitude e longitude e instrui o usuário rumo à direção certa. São disponibilizados dados importantes como distância a ser percorrida e tempo estimado do trajeto -para isso, o motorista deve indicar antes qual é o endereço final. As informações são dadas ao motorista em português e inglês, escritas na tela ou emitidas por mensagens de voz como “Vire à direita”. Para usufruir dos recursos do sistema, basta comprar um receptor. Os sinais são recebidos gratuitamente via satélite, sem necessidade de se pagar um plano de assinatura. O manuseio também é muito simples: todos os comandos são dados diretamente no monitor. Entretanto, como nem tudo é perfeito, o problema é que em Franca, assim como na maioria das cidades brasileiras, não há roteamento completo de ruas, o que acaba gerando falhas de navegação (leia texto de apoio). Mesmo com as limitações técnicas dentro da cidade, os receptores conquistaram representantes comerciais e empresários que vão com frequência a São Paulo - cidade totalmente roteada. O GPS já pode ser comprado em Franca, apesar das poucas alternativas em lojas de departamentos e especializadas em autos. Diretor de eventos do Jeep Clube de Franca e piloto de off road, Denir Eduardo Serafim é um dos únicos que vendem GPS no município. Ele tem o modelo Car Trip 100, da Stetsom, com funções básicas de um Mp4, mais de 1,5 mil cidades mapeadas e 70 completamente navegáveis, que custa R$ 1,3 mil. “Se você quer ir a São Paulo, é só digitar o endereço e o aparelho te encaminha até lá”, disse. Para quem pensa em adquirir um receptor de sinais via satélite para seu carro, outra opção são as lojas virtuais, já que as grandes redes ainda não vendem o produto na cidade. Magazine Luiza e Ricardo Eletro, por enquanto, só comercializam via internet. Americanas.com e Submarino são alguns dos sites mais procurados e disponibilizam modelos que custam, em média, de R$ 800 a R$ 2 mil. Considerado um dos melhores do mercado, o GPS C520 Mio (R$ 1.799, na Americanas.com) possui 570 mil pontos de interesse memorizados - o motorista informa o nome de um hotel ou restaurante, por exemplo, e o GPS dá a coordenada exata. “O aparelho possui um banco de dados incomparável, com um guia completo da revista Quatro Rodas”, afirma Denir.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários