A reportagem do Comércio acompanhou o empresário Marco Aurélio Comparini Júnior, em seu jipe Troller, para confirmar se o sistema de posicionamento global funciona perfeitamente em Franca.
Após passeios com GPSs da Garmin e da Stetsom, com mapas atualizados, viu-se que os equipamentos não são tão eficazes se utilizados estritamente dentro do município. As principais ruas e avenidas da cidade já estão mapeadas e o GPS inclusive indica o roteiro a ser seguido até o destino final. Porém, é comum várias rotas serem desconsideradas.
Durante o teste, com rota preestabelecida, na Rua Estevão Bourroul, por exemplo, o GPS pedia para fazer um caminho inexistente em sentido à Avenida Champagnat. Também no Centro, enquanto o aparelho apontava a Rua Simão Caleiro, na verdade, o veículo passava pela Rua Saldanha Marinho.
O GPS também não identificou loteamentos mais novos. Isso faz com que o sinalizador fique momentaneamente “perdido” num plano sem coordenadas, até que encontre um posicionamento.
“Isso acontece porque Franca não tem mapeamento completo. A cidade de Sorocaba, por exemplo, para onde fui recentemente, já está totalmente roteada”, explicou Comparini.
Contatada pela reportagem, a equipe da Stetsom informou que Franca já está totalmente roteada e que os erros mais previsíveis se restringem aos de grafia das ruas. Equívocos de localização, como observados no teste, não estariam previstos.
A atualização dos mapas, tão importante para o funcionamento do GPS, é feita via internet, através dos sites dos fabricantes. Os softwares precisam ser compatíveis para que seja possível a leitura de rotas. Além disso, usuários mais experientes, que utilizam o GPS profissionalmente, ao identificarem as coordenadas de um determinado local desconhecido, costumam passar a informação para comunidades virtuais “open source”, como a TrackSource.org, de onde os usuários podem obter rotas avulsas.
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