O eletricista Antônio Retucci Neto deixou sua casa na manhã de ontem para atender ao chamado da Polícia Civil. Acusado de ter cometido um assassinato em outubro de 2006, voltou ao local do crime para dar detalhes de como matou o comerciante José Roberto Fernandes, 43, o “Zezinho”. O homicídio foi num bar pertencente à vítima no Jardim Francano.
Antônio Neto ficou preso 30 dias na cadeia de Pedregulho. No mês passado, ele foi acusado de ter estuprado a própria irmã. Depois que foi detido, Antônio deu uma outra versão para o incesto. Ele alegou que realmente esteve na casa da irmã e manteve relação sexual, só que de forma consentida. Pelo crime, o eletricista foi apenas indiciado. “Na ocasião ele foi detido pela Polícia Militar suspeito no crime de estupro. O rapaz também confessou ter matado o comerciante e foi por isso que ele ficou preso com mandado temporário pelo homicídio”, disse o delegado Márcio Murari.
Na última quinta-feira, um dia antes da reconstituição, Antônio Retucci foi solto pela Justiça. A Polícia Civil havia pedido a prorrogação de sua prisão, mas foi negado. Ontem, a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) aguardava o acusado para encenar a morte do comerciante. “Já havíamos marcado a reconstituição. Mesmo estando em liberdade ele veio e colaborou.
Nós o levamos no bar e o eletricista mostrou como esfaqueou o comerciante. Segundo ele, a briga foi por motivos banais. Após a vítima ter feito uma brincadeira com o acusado ele o esfaqueou”, disse Murari. Retucci responderá pelo crime em liberdade.
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