A suspensão da greve por um período de 48 horas, que se iniciou na quarta-feira e acabou ontem, deu-se após chegar às delegacias a informação de que o governo teria feito uma proposta informal de um aumento de 6,2% e a extinção das menores classes de profissionais, na última terça-feira. Com isso, os policiais de 5ª e 4ª classes passariam automaticamente para a 3ª e seriam melhor remunerados.
A proposta não foi confirmada na ocasião pelo governo estadual e provocou a divisão da categoria: alguns achavam que a proposta era sinal de que o governo queria dialogar e, por isso, a greve deveria ser suspensa. Outros, liderados pelo Sindicato dos Delegados de Polícia, acreditavam que a paralisação só deveria ser finalizada com a conclusão das negociações, que não haviam sequer começado.
A maioria decidiu pela suspensão, abortada ontem após a recusa do governo em aumentar os índices. A proposta original dos delegados era de um aumento de 60%, negado pelo governo. Após o início da greve, uma nova proposta foi feita pelos policiais, que queriam um aumento de 15% neste ano e dois novos aumentos, ambos de 12%, em 2009 e 2010.
O governo disse que não negociaria enquanto a greve não acabasse e, após a proposta que teria sido feita informalmente, os grevistas abriram mão dos aumentos que seriam feitos em 2009 e 2010, deixando para frente as negociações.
Ontem, o governo assumiu a proposta de 6,2% e lamentou o retorno à greve, dizendo que “espera a suspensão da greve para voltar às negociações.” O delegado seccional Maury Segui não foi localizado.
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