A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e peritos do IC (Instituto de Criminalística) realizaram ontem a reconstituição do assassinato da vendedora Kênia Bruna Bazon, ocorrido no dia 23 de agosto no Parque Vicente Leporace. Rogério Luciano Alves, 28, acusado do crime, mostrou à polícia, durante uma hora e meia, como teria matado a vítima. Confirmou sua versão inicial. A polícia diz ter provas de que ele mentiu.
Toda a área onde ocorreu o crime foi isolada pela Polícia Civil para evitar hostilidades dos populares que aguardavam a reconstituição. Segundo a polícia, mais de 80 pessoas estavam no local. Assim que o acusado chegou, por volta das 10 horas, dezenas de moradores o xingaram de “assassino e covarde”.
Os primeiros a chegar na cena do crime foram o marido, Simão Ribeiro da Silva, e uma tia da Kênia. Foram eles quem encontraram o corpo da vendedora no dia de sua morte. Ontem, relataram o que viram. “Longe do acusado, nós ouvimos primeiro as versões dos familiares. Foram eles que chegaram e encontraram a vítima sobre a cama”, disse o delegado Marcio Murari.
Rogério, em seguida, deu sua versão. Relatou que a vendedora saiu no portão, onde conversaram por alguns minutos. Depois, teriam entrado na casa e transado. Não teria havido estupro. Após discutirem, ele a teria agredido e matado. Murari contesta. “Temos provas nos autos que não foi do jeito que ele disse (a relação sexual), consensualmente, e sim de maneira violenta”, disse.
Hoje a polícia deverá realizar, às 9 horas, a reconstituição do assassinato do comerciante José Roberto Fernandes, 43, em 2006, no Jardim Francano. O acusado, Antônio Retucci Neto, teria matado a vítima com uma facada no pescoço.
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