Três pessoas estiveram na delegacia de Cristais Paulista durante a semana e denunciaram o prefeito reeleito da cidade, Hélio Kondo (PMDB), por suposta compra de votos. Acusaram Kondo de ter dado um cheque da prefeitura no valor de R$ 300 e um colchão para eleitores. O pai do prefeito também teria pago contas particulares de dois moradores um dia após as eleições. A Polícia Civil registrou o caso como averiguação de crime eleitoral. Hélio Kondo nega todas as acusações e se diz vítima de armação.
Na quarta-feira, o serviços-gerais Rogério Aparecido Xavier, 22, denunciou que o pai do prefeito, Massumi Kondo, esteve em uma loja da cidade no dia 6 e pagou duas prestações suas - totalizando R$ 154 - como “pagamento” por seu voto. A gerente da loja, Andréia de Fátima Miranda, confirmou à polícia que houve o pagamento.
Outros dois homens foram à delegacia de Cristais ontem e fizeram acusações com o mesmo teor. O retireiro Enilson Vieira Santos, 25, disse ter recebido um colchão do prefeito em troca de seu voto. A conversa teria sido gravada. O Comércio teve acesso a cópia de um áudio, mas a qualidade de som é ruim e o diálogo não fica claro.
O coletor Willian Donizete Teixeira, 22, foi à delegacia e entregou um cheque no valor de R$ 300 que recebeu ontem da prefeitura. Ouvido pela reportagem, afirmou que recebeu a quantia para que ele a família votassem em Kondo. Willian foi candidato a vereador derrotado pelo PP, partido de oposição ao prefeito. O coletor também admitiu que prestou serviços à prefeitura recentemente.
O delegado George Theodoro Ary informou que vai encaminhar as denúncias para a Justiça Eleitoral. “Por enquanto, as acusações não têm muito embasamento”, disse.
Hélio Kondo nega tudo e diz que as denúncias são armação da oposição, derrotada por ele nas urnas. “Durante a campanha conversei com muitas pessoas e visitamos as 1.600 residências do município. Oferecer, não ofereci, mas recebi pedidos de todas as naturezas. Não fiz compra alguma em troca de votos. Sobre o cheque, vou apurar”, afirmou.
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