O que parece ser um grave problema familiar terminou em tiros e muito sangue ontem à noite em uma rua do Jardim Paulistano, em Franca. João Roberto da Silva, 49, caminhava pela Rua Wilson Abrão Elias quando, por volta das 21h30, foi alvejado por três tiros, sendo atingido por um deles no ombro esquerdo. Mesmo sangrando, ele caminhou cerca de cem metros e teve forças para, no chute, derrubar o portão da residência da ex-mulher. Ferido, caiu na garagem e pediu para uma filha chamar o Resgate e a polícia.
Enquanto aguardava pelo socorro, João Roberto, aos gritos, fez uma acusação contra seu próprio filho: ele estaria envolvido na tentativa de homicídio. Para piorar, o sapateiro prometeu matá-lo após sua recuperação. A coladeira de peças ESM, ex-mulher da vítima, declarou à reportagem que o sapateiro passa em sua casa na maioria das vezes embriagado, além de consumir drogas no quintal da residência. “Ele usa droga aqui em casa, fuma no quintal e atenta nóis (sic). E xinga os meninos, chama para brigar, quer matar, vai com facão e chave de fenda, além de chamar os meninos para brigar”, declarou. “Ninguém agüenta mais esta confusão.
Ninguém quer ajudar e nóis (sic) dá comida para ele não morrer de fome. Nós estamos pedindo socorro para ver se dá um jeito e ele não vem aqui mais”, falou. Sobre a acusação de que o próprio filho estaria envolvido no crime, não confirmou. “Cheguei da igreja e não sei. Estão falando que os amigos do meu filho são os culpados. Eu não sei quem foi. Só sei que todo dia ele fala que vai mandar meu filho (ele tem 20 anos) para a cadeia. Ele tem ciúme de todos”, declarou.
Ninguém foi preso e a história não pôde ser confirmada. Nem o filho do sapateiro foi encontrado para dar sua versão sobre os fatos. Os PMs que atenderam a ocorrência afirmaram que a região é conhecida pelo grande número de traficantes que atuam em uma mata existente nas proximidades.
João Roberto da Silva foi socorrido pelos bombeiros e levado à Santa Casa de Franca, onde passou por exames de raio-X feitos pelos médicos plantonistas da unidade. A intenção foi detectar a gravidade do ferimento da vítima e a possibilidade dela ser submetida a uma cirurgia para extração do projétil.
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As atendentes do hospital se recusaram a informar os resultados dos exames e o estado de saúde do sapateiro ferido. A alegação é de que somente a assessoria de imprensa da Santa Casa está autorizada a se pronunciar sobre o caso. A tentativa de homicídio foi registrada no plantão policial e as investigações ficarão a cargo dos agentes do 3º Distrito Policial. Somente assim será possível identificar o(s) autor(es) do crime.
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