Tem muito homem por aí preocupado com os significativos avanços da mulher na disputa silenciosa que assegura maior independência e demarcação de espaço.
Vejo mulheres, por onde passo, despontando para a vida, descobrindo seu potencial de mola propulsora à saudável ambição em busca de mudanças que motivam o ser humano e construindo belas histórias, transformando sonhos em realidade.
Elas se preparam cada vez mais e melhor. Aprenderam que o mundo aqui fora é competitivo, excludente e insensível; por isso se capacitam e mergulham profundamente naquilo que seus corações desejam para então partirem rumo às conquistas munidas de instrumentos que as tornam aptas ao jogo.
De outro lado, a parte dos homens acostumada a sempre dominar e ditar as regras dorme profundamente acomodado pela crença em tradições e conceitos ultrapassados do tipo que ainda sustenta prerrogativas do século passado, época infeliz em que o entendimento sobre o papel da mulher era reduzi-las ao servilismo doméstico e sexual.
É possível percebermos a sutilidade dos tempos em promover tamanha revolução, oxigenando a sociedade a ‘transformações’ sobre aquilo que outrora se desenhava agonizante e ineficaz por culpa do homem. Como numa explosão de potencialidades, revelam-se mais e mais mulheres altamente qualificadas e competentes que já traçam o futuro da humanidade deixando suas marcas e nuanças que lhe são próprias.
Está chegando o tempo em que os homens não mais conseguirão manter o tal “Orgulho Homem”. Terão que se conformar com a condição de “parceiro” e não a de “senhor”. Aceitar que a renda da “parceira” pode ser maior que a dele; que as decisões importantes serão tomadas conjuntamente. Terão que rever seus conceitos de “machos predadores” que sugere mulher apenas como objetos de prazer.
Deverão se enquadrar atentando para o fato da mudança do jogo e que sua posição começa a se tornar desconfortável.
Muitos homens ainda estão distraídos ou não querem aceitar a realidade dos fatos. Neste exato momento, no pequeno espaço de tempo em que alguém lê este artigo; milhares de mulheres estão ocupando posições essenciais no organograma desse sistema organizado que é a sociedade. E outras estão tomando decisões tão importantes que faria homens que se julgam imbatíveis, tremerem, se a eles fossem determinadas a necessidade de decidir.
As mulheres são surpreendentes mesmo. E agora, para completar, estão perdendo o medo. Outro dia, descobri que uma amiga que tem deixado muitos “marmanjos no chinelo” instalou até um chuveiro em sua casa nova, e ainda gabou-se: “mulher é sinônimo de independência”.
E deve ser assim mesmo. Que todas abandonem os velhos padrões e rompam obstáculos. Essas “mulheres de ouro” estarão mudando o mundo. Muitos homens tornar-se-ão “prata” se forem idôneos; mas, precisarão ser zelosos para não virarem “lata”... Sinal dos tempos.
Ricardo Veríssimo Júnior
Funcionário público, ex-conselheiro da Saúde e do Comércio da Franca
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