Greve dos bancários tem baixa adesão


| Tempo de leitura: 2 min
O primeiro dia da greve dos bancários começou com muito alarde. Os sindicalistas utilizaram fogos de artifício e carros de som na Praça Nossa Senhora da Conceição para chamar a atenção. As agências amanheceram com faixas e panfletos alertando o público sobre a paralisação, mas, quando o expediente foi aberto, às 10 horas, a maioria dos bancos abriu suas portas e o atendimento foi praticamente normal. Os problemas ficaram concentrados nos bancos públicos. Na agência da Nossa Caixa da Rua Major Claudiano, não houve expediente. As pessoas só tinham acesso à área de auto-atendimento. Na Caixa Econômica Federal, somente os atendentes de caixa não trabalharam, mas as agências ficaram abertas. Os gerentes trabalharam normalmente. Entre as instituições particulares, apenas os funcionários do Unibanco cruzaram os braços. Mesmo em greve, o abastecimento dos caixas eletrônicos foi garantido por parte dos bancários que realizavam serviços internos. O momento mais tenso da greve ocorreu no HSBC da Rua Monsenhor Rosa. Pela manhã, em frente à agência, vários membros do sindicato não permitiam a entrada do público e o funcionamento da agência, chegando inclusive a desligar as luzes do banco. Indignados com a situação, alguns clientes que precisavam fazer suas movimentações discutiram com os grevistas, mas a situação foi contornada com a chegada da Polícia Militar. Instantes após a saída dos sindicalistas, o banco abriu as portas e funcionou normalmente. O pequeno tumulto na abertura da agência prejudicou o lavrador Edílson Manoel da Silva, que mora no distrito da Lage, em Ibiraci. Após receber seu salário, ele veio até Franca para descontar o cheque, mas não conseguiu. “Se eu soubesse da greve, nem viajaria. Agora vou ter que dar um jeito de trocar o cheque em alguma loja ou supermercado”. CASO À PARTE No Banco do Brasil, o único indício de greve eram os cartazes colados nas portas da agência. Em seu interior, os funcionários, que receberam na manhã de terça-feira uma nova proposta de reajuste salarial e na PLR (participação dos lucros e resultados), trabalharam normalmente e deram continuidade às negociações com a diretoria do banco. Edson Roberto dos Santos, presidente do Sindicato dos Bancários em Franca e região, até o início da noite de ontem, ainda não havia fechado um balanço sobre a adesão no primeiro dia da greve. “Estou aguardando um relatório com o movimento nas agências bancárias da região”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários