O entrave nas negociações entre banqueiros e bancários começou em julho, quando o sindicato que representa os trabalhadores enviou à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a pauta de reivindicações, que contém itens como reposição da inflação, reajustes de vale-refeição, licença-maternidade de seis meses, além de maior participação nos lucros dos bancos, entre outros pedidos.
A Fenaban acenou apenas com um reajuste salarial de 7,5%, proposta que foi prontamente recusada pelos bancários, que na semana passada fizeram protestos nas portas das agências e declararam a greve na noite da última terça-feira. “Nossa categoria está sofrendo seguidas perdas nos salários. Além disso, o bancário que não é concursado vive sob ameaça de perder o emprego, pois os bancos fazem de tudo para que o cliente não entre na agência e utilize o auto-atendimento”, disse Edson dos Santos, presidente do sindicato da categoria em Franca.
Ontem, a Fenaban publicou um comunicado sobre a greve em sua página na internet. No texto, a diretoria da entidade demonstra confiança de que a paralisação acontecerá por um breve espaço de tempo e aconselha a população a utilizar a rede de lotéricas e correspondentes bancários enquanto os trabalhadores permanecerem de braços cruzados.
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