Deivisson: mais um ‘bonde’


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Parece que a sina do basquetebol francano, em muitas ocasiões, é contratar "bondes", gíria muito usada no futebol para denominar jogadores que são apresentados como promessas e nunca passam de enormes decepções, pois não passam de atletas limitados, ou que não possuem a mínima qualidade para o esporte que praticam. Nos últimos anos, esses "bondes" têm estacionado com freqüência em Franca. O pivô Deivisson, 28 anos, uma das poucas contratações que chegaram nesta temporada, vindo do time de São José dos Campos, foi anunciado como a grande esperança de solução para os problemas do time no garrafão, tanto na defesa como no ataque. Mas, pelo que tem apresentado nas partidas do Vivo/Franca até agora, ele poderá tranqüilamente juntar seu nome aos dos americanos que vieram no ano passado - cujos nomes não vale a pena recordar. Ontem, na derrota para o Pinheiros por 107 a 101, Deivisson tentou "quebrar a escrita" de más atuações. Dentro de seu estilo, é claro... Fez 15 pontos e pegou quatro rebotes. Colaborou para uma reação no último quarto, mas ao cometer a quinta falta, pôs os planos de vitória do Vivo/Franca por terra. Ou seja, teve sua parcela na derrota do time. Deivisson está irritando a imprensa e os torcedores com seu jogo apático e sem variação. Com isso, torna-se previsível para os adversários, que anulam seu poder ofensivo e defensivo com facilidade. Conforme as palavras do técnico francano, Hélio Rubens Garcia, e seu assistente, Paulo Berger, a principal característica do jogador é o arremesso de curta distância e a jogada de gancho. Cravadas para levantar o torcedor no Poliesportivo? De forma alguma. O pivô tem pouca impulsão e mesmo com muito treino, dificilmente deixará suas características, mais próximas de um pivô "posição quatro", como Willian Drudi. Jogadores "quatro" temos demais. Precisamos é de um Robert Battle urgente! (Renato César) - Colaborou: Alex Henrique

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