O horário de verão


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Tão logo é anunciado o Horário de Verão, a imprensa e parte da população voltam a colocar em xeque a adoção da medida no Brasil. Alguns entendem que adiantar os relógios em uma hora durante três ou quatro meses pouco representa no final das contas quando a meta é economizar energia elétrica. Outros defendem a medida com unhas e dentes. Não quero neste espaço polemizar. Longe disso. O fato é que os relógios de milhões de brasileiros devem ser adiantados em uma hora a partir da zero hora do dia 19 de outubro. A grande vantagem do Horário de Verão é afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no período do dia em que se consome mais energia elétrica, um intervalo de três horas no final da tarde e início da noite, que varia de região para região por causa do escurecer diferenciado. Com o Horário de Verão, a entrada em funcionamento da Iluminação Pública acontece mais tarde, em momento diferenciado, sem coincidir com outras demandas do sistema elétrico, principalmente aquelas ligadas ao consumo residencial. Não há como se negar que essa providência diminui a curva do pico de consumo, deixando o sistema elétrico mais seguro. Por essas razões, a implantação do Horário de Verão já virou uma necessidade no Brasil, especialmente nas regiões mais afastadas da linha do Equador: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A economia de eletricidade na região atendida pela CPFL Paulista nos 119 dias de vigência da medida, vai alcançar 28.625 MWh, suficiente para atender uma cidade do porte de Sorocaba ou Jundiaí por um período aproximado de cinco dias ou uma cidade do porte de Bauru por um período aproximado de 33 dias. Além da necessidade estratégica do sistema elétrico sofrer menos riscos, a aplicação do Horário de Verão, de forma sucessiva desde 1985, ajuda na economia de eletricidade e valoriza o aproveitamento da luz natural por mais tempo. Por isso vejo nessa medida uma alternativa inteligente e eficiente para espantar durante o verão os riscos de aproximarmos demais as curvas de oferta e demanda, nas regiões brasileiras de maior consumo de eletricidade. Eduardo Basile Jr. Gerente Regional Nordeste da CPFL Paulista

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