Mais de 60 animais protegidos por São Francisco


| Tempo de leitura: 2 min
CRIATURAS PROTEGIDAS - Com a mão estendida, frei Sérgio Cintra abençoa cachorros e aves levadas para a bênção no Dia de São Francisco até a Paróquia São Judas, ontem à tarde
CRIATURAS PROTEGIDAS - Com a mão estendida, frei Sérgio Cintra abençoa cachorros e aves levadas para a bênção no Dia de São Francisco até a Paróquia São Judas, ontem à tarde
Quem passou ontem pela Paróquia São Judas Tadeu, na Vila Nova, se deparou com vários cachorros e pássaros à espera da bênção no dia de São Francisco, protetor dos animais. Mais de 60 bichos de estimação foram levados pelos donos para serem protegidos com água benta. Neste ano, a igreja resolveu inovar e ampliou a bênção para plantas também, mas pelo menos no encontro da tarde não foram levadas flores. O frei Sérgio Cintra não soube informar se pela manhã os fiéis levaram plantas. Na bênção da tarde, por volta das 15 horas, 32 cachorros, canários, maritacas e um pássaro foram levados até o local. Ao lado da estátua de São Francisco, na porta da paróquia, os donos se acomodaram com os bichos para participar da cerimônia. Alguns animais ficaram no chão, outros no colo ou em gaiolas e caixas de sapato, no caso das aves. Os cachorros tiveram reações diferentes. Uns tremiam, outros latiam ou ficavam se mexendo. Os proprietários precisaram acariciá-los para se acalmarem. Uma das maritacas também ficou um pouco agitada e chegou a cair no chão, mas logo foi resgatada pela dona. Frei Sérgio foi quem conduziu o momento, iniciado com uma oração. Depois todos rezaram um Pai-Nosso e Ave-Maria enquanto o religioso circulava entre os cachorros e aves aspergindo água benta. No final, decidiu abençoar as pessoas também. “Vamos abençoar o ‘animal-homem’”, brincou o frei, que falou da importância do ato. “Já é tradição ter a bênção. É importante para quem acredita, é uma devoção e todos nós acreditamos que São Francisco, o patrono da ecologia, protege toda criatura”. As cachorras da raça basset Meg, 6, e Lola, 2, que são irmãs, foram levadas pela advogada Roberta Ravagnani, 27, para participar da bênção de São Francisco. A dona acredita em mudanças de comportamento após receberem água benta. “Sou católica e sempre trago minhas cachorras. Noto que ficam bem mais calmas depois da bênção”. A doméstica Cleusa Pessoni Pires, 60, fez questão que “Mulata”, uma maritaca de seis meses, fosse protegida ontem. “Gosto de benzer porque faz bem. Sempre faço a oração do padre Marcelo pela rádio e dou a água abençoada para ela”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários