‘Eu vejo as crianças pedir leite e comida... É triste’


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A costureira manual Neuza Aparecida Carvalho, 49, avó de Felipe, Caio e Ana Júlia, foi quem procurou a reportagem do Comércio da Franca e Rádio Difusora para pedir ajuda. “Eu vejo as crianças chorando pedindo leite, pão, bolacha. Por isso pedi ajuda”, disse. Ela consegue R$ 200 costurando sapatos, mas tem mais filhos para sustentar. Neuza recebia R$ 122 do Bolsa Família, mas o benefício foi cortado em setembro porque o marido conseguiu emprego e a renda da família ultrapassou a exigida pelo programa. Comércio da Franca -Quais as dificuldades que a filha da senhora tem enfrentado? Neuza Carvalho - Desde que meu genro foi preso, eu vejo minha menina passar muita dificuldade para cuidar das três crianças. É o aluguel, água, luz, gás, é tudo. Quando eu tinha Bolsa Família até ajudava ela e com o que eu ganho no sapato, mas perdi a bolsa. O sapato está dando muito pouco. Eu vejo as crianças chorando, pedindo um pão, uma bolacha, leite. Fica difícil para mim, por isso pedi ajuda. Esse mês vai ser difícil para nós porque o que ela ganha também não dá para cobrir o aluguel. Comércio - A senhora já procurou ajuda na Prefeitura? Neuza - Já fui na UBS (Unidade Básica de Saúde), na Uniser do bairro (antigo nome do Cras - Centro de Referência e Assistência Social) e eles falam que vão ajudar com aqueles programas de renda, mas tem que ficar esperando. Ficar esperando não tem jeito porque demora demais. Estou mesmo desesperada.

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