Morreu no dia 25 de setembro na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim, após 15 dias de internação, Antônio Schiavotelli, aos 82 anos.
Acometido de pneumonia e debilitado por quadro derivado de problemas circulatórios crônicos – um infarto ao final do ano passado e um Acidente Vascular Cerebral ainda durante o tratamento da pneumonia – além da idade, Antônio não resistiu.
Era natural de Pedregulho. Casou-se com Aracy Ferreira Schiavotelli (nascida em Buritizal) em Igarapava, residindo nesta cidade por seis anos. Tiveram 61 anos de matrimônio.
Antônio iniciou sua vida de trabalho atuando junto ao pai em frota de caminhões de transporte de lenha para a Usina Junqueira. A família, já com dois filhos, Cláudio e Cleusa, mudou-se para Franca em busca de novas oportunidades de atuação profissional.
Em Franca, dedicou-se ao trabalho em uma oficina mecânica, exercitando conhecimentos adquiridos nos anos de atuação junto ao pai. Depois abriu uma indústria de calçados, a Fissori. Os negócios chegaram a andar “de vento em popa”, como se recorda a família. Em um determinado momento, com o “boom” das exportações, sua empresa se uniu a Calçados Paulu’s e à Samello, para um pool de exportação denominado Fipasa. Nem tudo correu como se esperada. Antônio decidiu-se por abandonar a área e abrir um supermercado, o Serv Bem, na Rua Doutor Júlio Cardoso.
Sempre preocupado com o bem estar da família e, saudoso dos negócios industriais, criou uma representação comercial de indústrias e curtumes, iniciando vida de viagens entre São Paulo, Franca e Itaúna, em Minas Gerais.
Aposentou-se anos depois, por idade, mas não deixou de trabalhar. Segundo sua filha Daniela (ela e Martha, as outras duas filhas do casal Schiavotelli que nasceram em Franca após a primeira mudança de cidade), seu pai “tinha muita energia e grandes habilidades manuais. Criava com facilidade objetos de decoração encapados em fios de couro e eu passei a oferecer as peças em minha empresa de brindes. O sucesso foi imediato. Ele criou até morrer”.
Dos casamentos dos filhos, ele e Aracy tiveram oito netos: Júlia, Lucas, Túlio, Marina, Letícia, Bruna, João Augusto e Manuela.
Ainda segundo Daniela, foi “pai muito preocupado com nossa formação educacional, remetendo-nos sempre ao estudo. Reconhecemos o bem que sua determinação nos possibilitou. Sou arquiteta e meus irmãos são engenheiro (Cláudio), designer industrial (Cleusa) e cirurgiã dentista (Martha). Devemos ao seu apoio e incentivo”.
Antônio Schiavotelli dedicou grande parte de sua vida à causa rotária. “Sempre esteve ligado ao Rotary Oeste e foi padrinho da fundação do Rotary Sul de Franca e de vários outros, em cidades da região”.
Seu corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu dia 26, no Cemitério Santo Agostinho.
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