O motorista Renato Simão, 33, foi vítima de um bárbaro crime na região de Pedregulho. O corpo foi encontrado carbonizado, na tarde de ontem, no quilômetro 8 da Rodovia “Antônio Giolo”, naquele município. Simão foi morto com requintes de crueldade. Ele levou duas facadas no pescoço e teve o corpo queimado. A polícia acredita que o criminoso tenha usado gasolina. A vítima prestava serviços para a Prefeitura de Pedregulho, transportando alunos moradores da área rural. Ainda não há pistas sobre o assassinato.
O corpo do motorista foi encontrado caído no meio do mato na Fazenda São Gabriel, às margens da rodovia que dá acesso à Usina do Estreito. Eram 16 horas, quando um lavrador da propriedade passava pelo local e viu a vítima. Ao se aproximar, percebeu que se tratava de um corpo carbonizado. Sua providência foi comunicar o fato imediatamente à polícia.
Policiais militares foram os primeiros a chegar ao local e isolaram a área. Moradores das proximidades disseram não terem ouvido nada de estranho durante a madrugada. Renato Simão era acostumado a freqüentar aquela região transportando alunos em seu ônibus.
Uma equipe de investigadores e o delegado de Pedregulho, Fábio Branquinho, estiveram na cena do crime para acompanhar o trabalho dos peritos. O objetivo foi levantar o maior número possível de informações sobre como aconteceu o assassinato. “O Renato era uma pessoa bastante conhecida. Ele trabalhava transportando alunos para a prefeitura. Podemos comprovar que foi ateado fogo no corpo para tentar prejudicar uma possível identificação do cadáver.
Encontramos também dois ferimentos provocados por um objeto perfuro-cortante, que atingiram a jugular. Além de ter o corpo queimado, ele foi morto a facadas”, disse Branquinho.
Segundo o delegado, a vítima foi assassinada no local onde o corpo foi encontrado. “Ele foi levado para a estrada e morto lá. Não encontramos a faca usada no crime. Não descarto a possibilidade de ter um ou dois envolvidos no crime, mas ainda é cedo para informarmos algo. Outro detalhe que apuramos durante a necropsia é que ele aspirou fuligem provavelmente ainda estava vivo quando colocaram fogo no corpo”, disse o delegado.
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Segundo a polícia, existem duas linhas de investigações para tentar descobrir quem teria assassinado o motorista Renato Simão, mas elas não foram reveladas. Investigadores daquele município saíram a campo ainda na noite de ontem, com objetivo de descobrir os últimos passos da vítima.
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