Apimente sua vida


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A pimenta é uma das especiarias mais consumidas no mundo, mas ainda gera confusão em relação a seus efeitos para a saúde. Embora alguns nutricionistas garantam seus benefícios, como alta concentração de vitamina A, função antioxidante e ação digestiva, é preciso tomar cuidado com o consumo exagerado por causa da capsaicina, substância responsável pela ardência. De acordo com a nutricionista Camila Mafrede, as mais picantes são especialmente prejudiciais para quem tem úlceras e gastrites. “Elas fazem aumentar a acidez no estômago e, conseqüentemente, agravam o problema”, explicou. E hemorróidas? Os especialistas ainda não confirmaram a relação da pimenta com o problema, até porque, se fosse assim, todos os baianos, caribenhos e indianos seriam crônicos sofredores, pois abusam das comidas apimentadas. A capsaicina também estimula as terminações nervosas da boca, o que em excesso pode destruir os sensores e afetar o paladar. Por isso algumas pessoas ficam mais tolerantes ao “ardido” e passam a comer pimentas cada vez mais fortes. Para diminuir a ardência das pimentas, uma dica é retirar as sementes da parte interna, onde se concentra a substância irritante. ENTRE O BEM E O MAL O que determina se a pimenta fará bem ou mal a sua saúde é a quantidade consumida. Por isso, não exagere. Lembre-se que em qualquer prato o segredo para um bom tempero é a dosagem. O vendedor ambulante João dos Santos, 68, comercializa vários tipos de pimenta nas ruas de Franca. Ele conta que desde que começou, há pouco mais de seis meses, descobriu que há gosto para tudo. “Da comari, pequenina e ardida, até a biquinho, doce e suave, que não arde nada. E tenho clientes fiéis, que compram sempre. Esses geralmente já conhecem os benefícios e os problemas que a pimenta causa à saúde. Nem é preciso lembrar” afirmou.

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