Quem conhece Araxá (MG), dificilmente, deixará a cidade sem ouvir falar em Dona Beja. O apelido foi dado pelo avô a Ana Jacintha de São José. Nascida em 1800, era considerada uma mulher de idéias inovadoras para a época em que viveu. Dona Beja foi mãe solteira, teve duas filhas, fazia negócios, comprava terras, foi amante dos barões, causava inveja nas mulheres e, segundo relatam, teve participação na conquista do Triângulo Mineiro.
A conhecida cortesã nasceu em Formiga (MG) e se mudou na adolescência para Araxá. Viveu até os 74 anos. No Ouro Minas, os hóspedes podem conhecer a Fonte Dona Beja e tomar sua água, que ativa o metabolismo e regula a pressão arterial.
A vida dessa senhora também pode ser conhecida com o jeito simples e engraçado do contador de histórias João da Fonte. Com base nas perguntas que os turistas lhe faziam, João montou um romance para narrar as “passagens mais picantes” da vida de Dona Beja. Os visitantes do hotel são convidados a se sentarem embaixo das árvores e, por cerca de 20 minutos, viajar no tempo com as narrações do contador. “Montei o romance com as partes mais picantes. Cabe ao turista ouvir as informações e montar a própria história”, diz ele.
Dona Beja foi amante de muitos barões. João da Fonte diz que ela servia dois tipos de licores para seus parceiros: o do sim e o do não. “Ela ‘ficava’ com quem queria. Um fazia funcionar e o outro não, ou seja, impedia as relações íntimas. Nenhum deles iria contar que não tinham feito nada, por vergonha”.
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João disse ainda que a ousadia de Dona Beja a fez tornar realidade um sonho erótico que um dos homens da época havia tido com ela. “Ela saiu galopando nua sobre um cavalo branco pela praça para reproduzir a cena do sonho”.
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