Sinsaúde: moradores sofrem com a falta de pavimentação


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CENÁRIO - No calor, moradores sofrem com a poeira; quando chove, tudo vira lama
CENÁRIO - No calor, moradores sofrem com a poeira; quando chove, tudo vira lama
Um bairro minúsculo, praticamente desconhecido, com apenas duas ruas e “perdido” no meio de uma das regiões mais populosas da cidade. Assim pode ser descrito o Residencial Sinsaúde, inaugurado há oito anos nas proximidades do Jardim Dermínio, zona oeste de Franca. A exemplo de outros cinco bairros, o Sinsaúde não tem asfalto, o que obriga as pessoas a conviverem com a poeira no calor e com a lama quando chove. O problema não é novidade, mas, no caso de um loteamento tão pequeno, reivindicar melhorias pode ser ainda mais difícil. Para quem vive lá, a sensação é de abandono. A sapateira Elaine Cristina Argente, 28, não agüenta mais ver o filho doente por causa da terra. Guilherme, de 4 anos, tem laringite e bronquite e precisa de cuidados médicos constantes. A casa sempre fechada para impedir a entrada de poeira agrava os sintomas e aumenta os gastos com remédios. Há um mês, Elaine teve que comprar um vaporizador no valor de R$ 280. “Não podia comprar, mas era a única maneira de amenizar o ar seco”, disse. As informações desencontradas também irritam os moradores. Em julho, a auxiliar administrativa Marisa Soares Laureth, 36, procurou a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) para cobrar o asfalto. “Me disseram que antes seria preciso implantar redes de galerias pluviais, o que deveria ser feito pela construtora CV Lopes, responsável pelo loteamento”, disse Marisa. Por sua vez, a empresa teria se comprometido a realizar as obras até junho de 2009. “Eles mandaram máquinas para cá e estão fazendo buracos no chão”. Mas, ao Comércio, a CV Lopes negou que esteja instalando galerias no Sinsaúde. O serviço está sendo feito sim, mas numa área ao lado, o Residencial Santa Clara, que está sendo loteado pela construtora. “Não temos essa obrigação. Os moradores devem recorrer à Prefeitura”, disse o gestor de projetos Tainan de Freitas Lopes. De acordo com a Secretaria de Planejamento, a rede de galerias de fato está sendo executada pela Prefeitura. A promessa é que o asfalto chegará ao bairro assim que as obras forem concluídas - o que ainda não havia sido levado ao conhecimento dos maiores interessados: os moradores. “Não sabíamos de nada disso”, disse Marisa, ao receber a notícia pela reportagem. “Mas tomara que a situação se resolva agora”.

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