A busca por mais energia tem levado o Brasil a enfrentar um desafio nem sempre de fácil solução. Com os grandes aproveitamentos hidrelétricos próximos da sua exaustão nas áreas mais próximas dos centros de carga, as alternativas que têm se materializado são os empreendimentos na região amazônica e as termelétricas movidas a gás natural ou carvão.
Com um parque gerador que vai atingir quase 2.000 MW de potência instalada até 2010, a CPFL Energia vem enxergando nas repotenciações de suas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) uma opção ambientalmente correta e economicamente viável para ampliar sua geração.
Vários estudos estão em andamento para ampliação da capacidade de geração de pequenas usinas, com a instalação de mais equipamentos ou a substituição por outros com maior potência instalada. Essa preocupação está sincronizada com uma nova realidade mundial, que considera com mais rigor questões ambientais para decisões empresariais, e coloca a sustentabilidade no patamar de uma das variáveis mais importantes na tomada de decisão para novos empreendimentos.
Essa tendência ganhou corpo na empresa nos últimos anos quando mais da metade do parque gerador das Pequenas Centrais Hidrelétricas foi repotenciado. Essas ampliações estão sendo executadas sem impactos ambientais relevantes, e têm gerado créditos de carbono a serem comercializados pela CPFL, transformando essa operação em uma nova fonte de receitas. Colocando um selo institucional na CPFL de empresa que respeita o meio ambiente.
Com a entrega recente de mais três obras, nas PCHs Gavião Peixoto, Chibarro e Capão Preto, foi possível obter aumentos significativos na potência instalada dessas hidrelétricas superiores a 100%, aliada a outra boa notícia, a redução dos custos de operação e manutenção dessas plantas.
Através dessa iniciativa, chamada de ‘Programa CPFL de Repotenciação das PCHs’, que privilegia o aumento da potência instalada sem aumento da área inundada, foi desenvolvido um Projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) para comercialização de CER (Certificados de Redução de Emissões) de CO2. Com os CERs conseguidos com esses projetos de repotenciação, foi possível obter faturamento aproximado de 1,4 milhão de euros.
Sempre é importante destacar que esse processo tende a ganhar mais envergadura ainda. O próximo passo envolve a repotenciação de mais três pequenas hidrelétricas neste ano: Três Saltos, em Torrinha (SP), e Guaporé e Andorinhas, no Estado do Rio Grande do Sul.
Simultaneamente a esse cenário, a CPFL trabalha na análise de cerca de 70 novos projetos de PCHs, dos quais dez deles com adiantado potencial de viabilidade. Nesse conjunto de possibilidades, quatro PCHs, localizadas no Sul do país, estão com estudos mais avançados, outros seis estudos demandam prazos mais longos e integram o portfólio de empreendimentos que podem vir a fazer parte dos ativos do grupo, mesmo porque a empresa está aberta a alternativas de negócios que viabilizem seu crescimento.
São iniciativas como essas que vão colocando a CPFL na ponta das soluções sustentáveis e na sincronia com as melhores práticas ambientais do País.
José Ferreira Abdal Neto
Diretor de Operações da CPFL Geração
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