Criatividade e ‘jogo de cintura’ do brasileiro é um dos seus maiores patrimônios. Através dessas qualidades, consegue transpor obstáculos, vencer dificuldades e sobreviver a adversidades que nenhum outro povo conseguiria.
Por esse motivo, apesar do desemprego e da inflação, o brasileiro consegue sobreviver e gerar renda. Sua capacidade de adaptação aos problemas sociais tornou-se uma ferramenta na luta pela sua subsistência.
Aparece um problema, lá vem o brasileiro com uma solução, um modo de fazer as coisas funcionar. Brasileiro é famoso por dar um “jeitinho” em tudo, sempre com muita criatividade. Outro dia vi uma faixa numa casa com os seguintes dizeres: “Ouvem-se problemas. Por apenas R$ 1,99 a hora, o seu problema é nosso”.
Não entrei na casa, por essa razão não sei se o responsável por este pequeno empreendimento está conseguindo sobreviver, levando em consideração que em Franca, como em todo o Brasil, existem sempre pessoas dispostas a ouvir os problemas dos outros de graça, mas achei a idéia e a iniciativa sensacional.
Exemplos como esse são corriqueiros em nosso dia a dia. Deparamo-nos com vendedores de água-de-coco, refrigerante e suco nos semáforos, menores tentando limpar em 30 segundos o pára-brisa do veículo em troca de algumas moedas, catadores de papelão, vendedores de frutas, móveis, cofres, entre outros, que estacionam seus caminhões em vias públicas para vender diretamente ao consumidor, sem alvará, sem taxas, sem impostos. Enfrentam o batente com disposição e até com certo orgulho: “o bom disso tudo é que não tenho patrão”, é a frase que mais se ouve entre eles.
O Brasil é um País de pessoas que “tiram leite de pedra”, gente que sobrevive da criatividade e com “competência” gigantesca para certos assuntos. Brasileiros são criativos, encontram soluções onde parecia ser o fim, sorriem da desgraça, se ajeitam, sobrevivem. A reportagem que vi numa emissora de televisão, demonstrava essas qualidades nacionais.
Na entrada da capital paulista, um grupo de sem-teto teve a idéia de aproveitar as sobras de madeira dos caixotes de frutas e verduras, entregues no Ceasa - maior centro de abastecimento de alimentos do País - e fabricar “casinhas” para cachorro. Expunham as “casinhas” nas margens da rodovia e as vendiam por R$ 20,00. O sucesso foi tão grande que os sem-tetos formaram uma pequena cooperativa e alugaram um galpão para fabricação em série das casinhas. Ampliaram a oferta e começaram a fabricar também para outros animais e para bonecas.
O povo brasileiro sobrevive do seu jeito e trejeito criativo. É capaz de reorganizar o próprio tempo e espaço. Domina a capacidade de reinventar o próprio sonho de consumo. Em suma, o “jeitinho” é um modo simpático, desesperado ou humano de relacionar o impessoal com o pessoal, estando enraizado na cultura brasileira. Pena que a criatividade e iniciativa que sobra na grande maioria da população, que mata um leão por dia para sobreviver, falta na classe política.
CDL FRANCA LANÇA CARTÃO
A CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Franca - em conjunto com a Credipar e com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de São Paulo, lança hoje, 19,30 horas, o seu cartão de crédito, que será fornecido pelos lojistas, associados ou não à CDL, para seus clientes. Fahim Youssef Issa Neto, presidente da CDL, destaca que o objetivo do Cartão de Crédito com marca própria e bandeira da entidade é atuar numa faixa salarial não atendida pelas grandes administradoras e redes de cartões. Ressalta que esse tipo de crédito era antes restrito às grandes empresas. Com o novo cartão, o beneficiado será agora o pequeno empresário e seus clientes, que terão o crédito facilitado. O Cartão CDL terá também caráter social. Cada compra efetuada com ele terá um percentual revertido para a Santa Casa de Misericórdia de Franca e Hospitais do Câncer e Coração.
PRIMEIRO TURNO
Eleição municipal de Franca parece concluída. Sidnei Rocha manteve bons números nas várias pesquisas e, diante do trabalho final dele e de sua equipe, buscando principalmente o voto dos indecisos, a comemoração do bis pode acontecer logo no primeiro turno.
NEGATIVO
Com muito esforço de paciência e tolerância, enfrentei a televisão ontem, com bravura, no horário do TRE. Difícil acreditar que candidatos de tantas eleições não tenham ainda aprendido não haver mais lugar para teatro, para o caradura, sua mascarilha e aquele cinismo de todo o sempre. A tônica bate forte nas promessas absurdas, impossíveis de cumprir. Se o eleitor depender do horário do TRE para definir seu voto, coitado dele. Continuará a abanar carvão molhado e a buscar o quadrado do retângulo.
POSITIVO
Parabéns ao Congresso pela louvável iniciativa de regular o tamanho das letras usadas nos contratos firmados entre particulares. Que tal pegar o embalo e exigir uma boa revisão nas bulas dos remédios? A maioria contem letras minúsculas na escrita de complicados textos - difíceis de decifrar até pelos médicos - sem falar nas descrições dos ‘efeitos colaterais’. De tão incompreensíveis, podem causar efeito contrário, e as funerárias lucrarem mais do que certos laboratórios, verdadeiras arapucas multinacionais.
QUANDO UM HOMEM DEVE USAR BRINCO
Um dia, no escritório de advocacia, um homem reparou que o seu colega, muito conservador, estava usando um brinco.
- Não sabia que você gostava desse tipo de coisas - comentou.
- Não é nada de especial, é só um brinco - replicou o colega.
- Há quanto tempo você o usa?
- Desde que a minha mulher o encontrou, no meu carro, na semana passada.
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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