Baixo salário ‘espanta’ médicos do concurso da Prefeitura


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Dez dias depois de ser aberto, o concurso promovido pela Prefeitura de Franca para contratar 37 médicos ainda não conseguiu despertar interesse. Até a tarde de terça-feira, apenas 63 profissionais tinham feito a inscrição prévia. Nenhum havia pago a taxa que confirma a inscrição. A baixa procura obrigou a Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos a prorrogar as inscrições que terminariam no dia 30 para que o número de inscritos aumentasse. Mas a previsão do próprio secretário da pasta, Jerônimo Sérgio Pinto, não é das mais animadoras. Ele não acha que todas as vagas serão preenchidas. Para Jerônimo Sérgio, os motivos seriam os constantes problemas existentes na rede pública de Saúde. Já para os profissionais, o desinteresse teria outra causa: a remuneração oferecida. Segundo o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo, os baixos salários afastam os possíveis candidatos. “O sindicato defende um salário de R$ 7,5 mil para carga de 20 horas semanais. A Prefeitura oferece R$ 2.580. Há uma defasagem muito grande entre esses valores”, afirmou Marco Aurélio Piacesi, presidente da entidade em Franca. A afirmação do médico encontra respaldo em uma pesquisa pelo Comércio da Franca com prefeituras de cidades do mesmo porte de Franca. A maioria informou que paga salários mais altos. Outro motivo apontado para explicar a baixa procura é o pequeno número de profissionais atuando na região de Franca. Segundo um levantamento feito pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Franca tem um dos piores índices de médicos por habitantes. Num ponto tanto Piacesi quanto o secretário Jerônimo Sérgio Pinto concordam: falta atrativos para os médicos na rede pública. “Os profissionais acabam preferindo ganhar mais em seus consultórios ou nos planos particulares do que terem de atuar no serviço público”, disse Jerônimo.

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