Fisiologista defende lei anti-imigração


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Nome consagrado na fisiologia do esporte no mundo, Turíbio Leite de Barros Neto afirmou ontem em Franca que defende a criação de uma lei restringindo a saída do Brasil de jogadores de futebol muito jovens. Segundo ele, a imigração destes atletas prejudica a qualidade do esporte disputado no País e pode, inclusive, ser prejudicial para a saúde dos próprios jogadores. "Acho que isso (saída precoce de jogadores) deveria ser resolvido pela legislação. Acho um prejuízo muito grande e um risco ver um garoto com 16, 17 anos se transferindo para a Europa. Até para o nosso futebol é deplorável", disse Turíbio em entrevista concedida ao Comércio. O fisiologista esteve na Unifran, ontem, para ser homenageado durante a inauguração do Centro de Diagnóstico e Laboratório de Estudos na área de educação física e fisioterapia. No Teatro da Odontologia, ele falou sobre assuntos diversos a uma platéia de cerca de 50 pessoas. Ao Comércio, Turíbio, que trabalha no São Paulo há 20 anos e passou pela seleção brasileira, aproveitou para citar uma frase do ex-jogador Sócrates: "Um grande amigo meu (Sócrates) tem uma colocação fundamental sobre o assunto: `O Brasil ao invés de vender o artista, deveria vender o espetáculo`. Imagina o que seria o futebol brasileiro com todos os atletas que estão na Europa? Quanto um campeonato valeria?", perguntou. A discussão sobre a saída de jogadores do País começou depois do profissional tratar do assunto Ronaldinho "Fenômeno" e Kaká. O fisiologista já trabalhou na recuperação do ex-atacante do Milan e na formação do ex-meia do São Paulo. Turíbio não vê risco de problemas tão graves em Kaká, como aconteceu com Ronaldo, que já foi o melhor do mundo e atualmente está em grande crise profissional e sem clube. "O Kaká teve a felicidade de ter uma estrutura que cuidou dele para se desenvolver de maneira saudável. Ele tem hoje, jogando lá (Itália), o mesmo peso, a mesma altura, a mesma massa muscular que tinha quando saiu do São Paulo. O Ronaldo (foi para Europa com 17 anos) se desenvolveu em dois, três centros diferentes, com filosofias diferentes", disse o fisiologista sugestionando erros no seu desenvolvimento.

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