Bancários barram clientes na porta de agência no Centro


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ENTRADA BARRADA - Um grupo de 16 sindicalistas tomou a frente da agência, colou cartazes e impediu a entrada de clientes por uma hora
ENTRADA BARRADA - Um grupo de 16 sindicalistas tomou a frente da agência, colou cartazes e impediu a entrada de clientes por uma hora
O Sindicato dos Bancários de Franca e Região cumpriu ontem a ameaça de tumultuar o dia das pessoas que dependem do serviço bancário. A abertura do Bradesco do Centro - uma das agências mais movimentadas da cidade - foi atrasada em uma hora. A entidade optou pelo ato de protesto em vez de seguir a orientação do comando nacional, que havia sugerido uma paralisação de 24 horas. Reunido na porta da agência, um grupo de 16 sindicalistas barrou a entrada de clientes e, para chamar a atenção, utilizou carro de som e até fogos de artifício. Das 10 às 11 horas, ninguém foi atendido. Pelo menos 20 pessoas tiveram que esperar do lado de fora da agência pelo fim da manifestação. Muitas ocuparam os bancos da Praça Nossa Senhora da Conceição, de onde assistiram, revoltadas, ao ato dos bancários. “Eu tô detestando isso, né? Saí de casa cedo para adiantar meu dia e agora sou obrigada a ficar aqui parada. Mas não vou falar nada para não criar mais confusão”, disse uma mulher que preferiu não se identificar. Apesar do transtorno, não houve registro de incidentes. A categoria quer um reajuste salarial de 13,23%, enquanto a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de 7,5%. No período entre setembro de 2007 e agosto de 2008, a inflação foi de 7,15%. “A gente acha que o bancário não está tendo ganho real, diferente do banqueiro, que todos nós sabemos que tem lucrado muito”, disse o presidente do sindicato, Edson Roberto dos Santos. A assessoria de imprensa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) - da qual a Fenaban faz parte - disse que a entidade “aguarda uma contraproposta da categoria”. A escolha do Bradesco para o ato de ontem foi estratégica, segundo o secretário-geral do sindicato, Paulo Nocera. “O banco faz parte da mesa de negociações e tem muito peso nas decisões”, disse. A gerência do Bradesco em Franca não quis comentar o episódio e não informou quantas pessoas deixaram de ser atendidas. A assessoria do banco em São Paulo se limitou a dizer que a empresa “está concentrando esforços no sentido de manter as agências abertas”. PRÓXIMOS PASSOS De acordo com o sindicato, que abrange 17 cidades, o atendimento será normal hoje em todas as agências de Franca e região e não há previsão de novos protestos. Para o presidente da entidade, a possibilidade de greve existe, mas nada deve ser decidido antes do dia 8. “As negociações estão ocorrendo. Enquanto os banqueiros estiverem querendo conversar e sinalizando com uma melhora de proposta, a greve não será deflagrada”, disse Edson. Dos 1.300 bancários da região, 87% são associados ao sindicato.

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