Lavradora espera há 11 dias por remédio para sobreviver


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Acostumada à dura rotina de trabalho na zona rural, a lavradora Valdiva Ferreira Araújo, de 37 anos, sofreu um duro golpe há dois anos, quando exames diagnosticaram câncer no seu útero e ovário. Após ser submetida a uma cirurgia para retirar os órgãos afetados, Valdiva passou por tratamento quimioterápico e os sinais de câncer desapareceram. Não imaginava que uma batalha ainda mais dura estaria por vir. Há um mês, a lavradora voltou a sentir-se mal e passou por uma nova bateria de exames no Hospital do Câncer. A doença foi novamente diagnosticada, desta vez, em seus pulmões. Para tentar controlar a doença, o médico indicou tratamento com injeções dos medicamentos Pemetrexede e Cisplatina, que são de uso contínuo e, combinados, inibem o crescimento de tumores cancerígenos, e em determinados casos, fazem com que o quadro da doença sofra um recuo, proporcionando melhoria do estado geral do paciente. Sem condições de bancar a compra dos medicamentos, que custam R$ 17 mil, Valdiva buscou a assistência judiciária gratuita na OAB e entrou na Justiça, onde obteve, no último dia 18 de setembro, a tutela provisória, medida que obriga o município e o Estado a comprarem o medicamento ou repassar o dinheiro para a aquisição do mesmo. Mesmo com a decisão a seu favor, Valdiva ainda não conseguiu os medicamentos que podem salvar ou prolongar sua vida. Sem condições de se movimentar, ela deixou de cuidar de uma pequena horta que mantinha em um terreno localizado na frente de sua casa, no Jardim Aeroporto III. “Sinto que estou piorando, pois estou perdendo forças a cada dia. Preciso desses remédios. Enquanto eles não chegam, posso perder um tempo precioso na luta pela vida”. Alexandre Ferreira, secretário de Saúde, confirmou que a Prefeitura recebeu a notificação judicial para a compra dos medicamentos e garantiu que já está providenciando a aquisição dos mesmos.

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