DRS-8: reinauguração não livra população das filas


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Filas extensas, desorganização, muito improviso e até perigo no trânsito. Assim pode ser resumido o primeiro dia de distribuição de medicamentos na farmácia do DRS-8 (Departamento Regional de Saúde) em seu novo endereço, no Distrito Industrial. A farmácia voltou a funcionar ontem após ficar fechada por três dias devido à mudança para o novo prédio. Assim como ocorria quando o DRS funcionava na Estação, por volta das 6 horas, dezenas de pessoas, a maioria idosos, já aguardavam na fila para retirar medicamentos. Cientes de que o número de atendimentos seria grande após três dias de interrupção, os funcionários do departamento prepararam 400 senhas para serem distribuídas, mas o número foi insuficiente. Espera, falta de organização e muita confusão voltaram a ser registradas. Um dos pontos mais críticos foi a distribuição das senhas. Quem precisou retirar um medicamento teve que esperar horas do lado de fora do prédio em uma longa fila e sem qualquer estrutura para descanso. Com a presença dos repórteres, por volta das 9h20, uma funcionária foi deslocada para a portaria e passou a fazer ali mesmo a triagem dos pacientes, que retiravam a senha após mostrar suas receitas médicas. Posteriormente, eram encaminhados à parte interna do prédio. A aposentada Maria Almeida Aguilar, de 62 anos, foi até o DRS com o objetivo de retirar medicamentos para o controle de triglicérides e colesterol. Tanto a localização do prédio como o atendimento prestado foram os alvos de suas reclamações. “Ficou muito longe para vir até aqui, na Estação era mais prático. Meu marido tem as duas pernas amputadas e tive que deixá-lo sozinho em casa para buscar remédios e encontro esta bagunça. Mandaram todo mundo entrar de uma vez, mas agora tem outra fila grande lá dentro”. Já a doméstica Ana Rita Pacheco de Oliveira faltou ao trabalho para retirar os medicamentos de seu pai, que sofre do mal de Parkinson. Ao chegar à DRS, duas queixas. “Eu venho buscar remédios há um ano e esta foi a maior fila que peguei. Agora são 9 horas, e certamente serei atendida somente no final da tarde, pois a minha senha é a 390. Atravessar a rua também está perigoso, pois aqui passam muitos ônibus e caminhões”, reclamou Ana Rita, referindo-se à Avenida Wilson de Mello, via de ligação entre o centro da cidade e Distrito Industrial. Além do perigo do trânsito, outro ponto do prédio oferece risco. Perto do alambrado de divisa do prédio do DRS-8 com uma empresa vizinha, existe uma fossa tapada apenas com placas de compensado. Uma pessoa mais distraída pode se machucar, pois o buraco é bem próximo do local onde as pessoas aguardam em pé para a retirada dos medicamentos. RESPOSTA Procurada para comentar os transtornos vividos no primeiro dia de funcionamento do DRS-8 no novo prédio, a Secretaria Estadual de Saúde, por meio de sua assessoria de imprensa, disse apenas que o grande volume de pacientes já era esperado, pois durante três dias a farmácia permaneceu fechada para a mudança de prédio, e que nos próximos dias a situação deve se normalizar.

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